sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Exportação de carne bovina em 2012 soma US$ 5,769 bilhões, indica Abiec



Montante foi recorde na história das vendas externas da proteína, superando em 6,8% o resultado de 2008


As exportações de carne bovina do Brasil somaram US$ 5,769 bilhões em 2012, aumento de 7,33% ante a receita de US$ 5,375 bilhões registrada em 2011. Os dados foram compilados e divulgados nesta sexta, dia 11, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em comunicado, a entidade explica que o montante foi recorde na história das vendas externas da proteína, superando em 6,8% o resultado de 2008 (US$ 5,4 bilhões) mas ficou um pouco abaixo do previsto inicialmente, de US$ 5,8 bilhões.

– O resultado poderia ter sido ainda melhor, mas a conjuntura macroeconômica de recessão provocou uma ligeira diminuição no preço médio da carne exportada – disse a Abiec na nota.

O preço médio praticado no exterior ficou em US$ 4.637,10 a tonelada, recuo de 5,34%. O maior porcentual de crescimento de receita foi de tripas, com avanço de 58,38%, para US$ 143,705 milhões.

A carne salgada somou US$ 28,613 milhões em receita cambial, alta de 11,07%; as peças in natura, US$ 4,493 bilhões, avanço de 7,81%; os industrializados, US$ 662,384 milhões, aumento de 2,96%. Já as exportações de miúdos tiveram queda de 1,45%, para US$ 441,818 milhões.

Já os embarques em volume no ano passado totalizaram 1,134 milhão de toneladas, crescimento de 13,39% ante 1,010 milhão de toneladas em 2011, em linha com as estimativas da Abiec. As vendas de tripas também apresentaram o maior crescimento porcentual, de 83,04%, para 25,970 mil toneladas, seguido de carnes salgadas (18,85%, para 4,407 mil toneladas); in natura (15,27%, para 861,372 mil toneladas); industrializados (4,33%, para 99,696 mil toneladas) e miúdos (0,99%, para 143,152 mil toneladas).

Compradores

Os maiores mercados da carne bovina brasileira em faturamento no ano passado foram Rússia (19%), Hong Kong (14%), União Europeia (14%), Egito (10%); Venezuela (8%), Chile (7%), Irã (6%), Estados Unidos (3%), Arábia Saudita (3%) e Líbano (1%).

A Abiec explicou que entre 2011 e 2012 o volume exportado cresceu em nove dos dez maiores compradores da carne bovina brasileira.

– Houve recuo apenas no volume exportado para o Irã, com redução de 48%. As justificativas para esta queda estão relacionadas às questões políticas não a fatores comerciais ou sanitários – declarou a entidade.
Fonte:www.pecuaria.ruralbr.com.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Financiamento para compra de propriedades rurais terá juros mais baixos




A contratação de financiamentos com recursos do Fundo de Terras e Reforma Agrária (FTRA) terá juros mais baixos a partir de 1° de abril deste ano.

As taxas da linha de crédito destinada à compra de terras cairão de 2% a 5% para de 0,5% a 2% ao ano. Os encargos não incidirão mais de acordo com o valor do empréstimo e sim segundo o perfil do tomador de crédito.

De acordo com o novo modelo, quem for integrante do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadúnico) terá acesso a juros de 0,5% ao ano.

Para jovens de 18 a 29 anos, a taxa será 1%, para incentivá-los a permanecer no campo. Para os demais beneficiários, o juro será 2% ao ano. As regras para contratação foram alteradas por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovada na última sexta-feira (4) mas publicada nesta segunda (7).

Francisco Erismá, coordenador-geral de Crédito Rural e Normas do Ministério da Fazenda, diz que o governo tinha empenho em reformular as operações de crédito com amparo no FTRA para facilitar a aquisição de imóveis rurais. "É um programa da aquisição de terras com vistas a viabilizar a compra e manter o homem no campo. Na nova versão, a partir de 1° de abril, os encargos estão definidos de acordo com o público-alvo", explica.

Além dos juros mais baixos, a resolução do CMN prevê que o valor máximo de financiamento, atualmente em R$ 80 mil, possa ser ampliado em até R$ 7,5 mil desde que o mutuário contrate assistência técnica por pelo menos cinco anos.

Por meio de outra resolução aprovada na reunião de sexta-feira, o CMN autorizou a redução imediata dos juros do FTRA para 2% na renegociação de débitos com parcelas vencidas até 31 de dezembro de 2012. Os participantes adimplentes com contrato em vigência também ganharam direito a ter o juro de suas parcelas reduzidas a contar de 2 de janeiro de 2013.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Brasil espera reversão de embargos à carne bovina até reunião da OIE em fevereiro




País espera que no encontro anual da entidade seja reafirmada a classificação de 'risco insignificante' para a doença da vaca louca



O Brasil deverá tomar uma decisão mais forte sobre a suspensão de importação da carne bovina por 10 países apenas no início do próximo mês, quando deve acontecer a reunião anual da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). Até lá, a expectativa é a de que sejam retirados, pelo menos em parte, os embargos aos produtos domésticos declarados após aconfirmação pelo governo brasileiro da existência do agente causador do mal da vaca louca em um animal que morreu no Paraná em 2010.

Atualmente, o Brasil está classificado pela OIE como país de "risco insignificante" para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), a doença da vaca louca. O governo brasileiro aposta que esse grau será mantido na reunião de fevereiro e, se confirmado esse parecer pelo organismo internacional, o Brasil terá seus argumentos fortalecidos contra as restrições adotadas por esses importadores. O temor do setor privado, no entanto, é justamente o de que a OIE, após tanta movimentação do mercado comprador, acabe reavaliando negativamente o status brasileiro.

Foi realizada nesta segunda, dia 7, uma reunião com secretários do Ministério da Agricultura para um balanço sobre a situação com cada um dos países que deixaram de comprar carne do Brasil. De acordo com participantes do encontro, apesar de nenhum deles ter voltado atrás, a situação é avaliada como normal para esse tipo de interrupção de importações.

No momento, os técnicos brasileiros estão enviando informações para os compradores para deixar claro que o produto doméstico não apresenta perigo para a saúde humana. De qualquer forma, não se espera uma reação rápida por parte dos importadores porque, conforme participantes da reunião desta segunda, os trâmites são diplomáticos e, portanto, requerem mais tempo para avaliações às respostas dadas pelo governo do Brasil.

O governo ainda se mantém "tranquilo" em relação às suspensões anunciadas até agora porque elas partiram de países que têm pouca representatividade para a balança comercial de proteínas domésticas. Juntos, os 10 países que já anunciaram suas decisões de interromper a compra de carne bovina, ainda que por tempo determinado, têm participação inferior a 7% das exportações do produto, segundo o Ministério da Agricultura.

Entre eles, o que possui maior participação é a Arábia Saudita, com representatividade de 3,002% nas exportações brasileiras de carne no ano passado. O país anunciou que apenas comprará carne proveniente do Pará. O segundo é a China, com uma fatia de 1,23%. Esse país junto com Japão (0,134%), África do Sul (0,022%), Coreia do Sul (0,001%) e Taiwan (0,00%) declararam que não importariam mais proteína bovina brasileira - sejam animais vivos ou carnes congeladas.

O Peru, responsável por 0,08% das exportações brasileiras desses produtos em 2012, fez um anúncio similar, mas por apenas três meses. Compõem a lista também o Líbano (1,2%) e a Jordânia (1,032%), que decidiram restringir apenas a carne com origem no Paraná. Por fim, o Chile disse que não importará mais do Brasil farelo de ossos e de carne.

Fonte:www.pecuaria.ruralbr.com.br

Linha de crédito emergencial para o Sul terá mais R$ 700 milhões





Agricultores familiares da região Sul afetados pela seca terão R$ 700 milhões a mais para o crédito especial de investimento, criado pelo governo federal em julho de 2012. Pelo menos 120 mil agricultores deverão ser beneficiados com a medida. Com a ampliação dos recursos da linha de crédito no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o total disponibilizado para os agricultores dessa região atinge R$ 1,2 bilhão. A suplementação foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na última sexta-feira (04).

O secretário- executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, explica que a medida é resultado de uma necessidade maior de recursos por parte dos agricultores familiares e da consequente demanda dos movimentos sociais, que foi encaminhada pelo ministério ao CMN. O valor disponibilizado para a linha, inicialmente, foi de R$ 500 milhões – 50 mil agricultores já foram beneficiados.

"Esta é uma ação do governo federal para fazer frente à estiagem do último ano. O recurso servirá para estruturar as propriedades, especialmente na parte hídrica, para que os agricultores estejam preparados para eventuais perdas", diz Müller. O crédito vai ajudá-los, por exemplo, a recuperarem sua renda e apoiará ações como obras de irrigação e integração de lavoura e pecuária, que contribuem para minimizar o impacto da seca.

O secretário-executivo do MDA assinala que a aprovação do Conselho Monetário se soma ao conjunto de ações do MDA para atender os agricultores familiares do Sul, também beneficiados pela venda de milho a preço subsidiado (para alimentação animal) e pelo Seguro da Agricultura Familiar (Seaf). Somente na safra 2011/2012, o Seaf indenizou 89.900 agricultores, representando valor total pago superior a R$ 653 milhões.

O secretário nacional da Agricultura Familiar do MDA, Valter Bianchini, pontua que os agricultores que acessarem o crédito emergencial terão seus projetos apoiados pela assistência técnica e extensão rural (Ater). Além disso, o agricultor terá um bônus de 20% em cada parcela paga no vencimento.

A linha de crédito

A linha especial pode ser acessada por agricultores dos municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública entre 1° de dezembro de 2011 e 30 de abril de 2012, com reconhecimento do Ministério da Integração Nacional.

São financiados projetos técnicos que recomendem um ou mais dos seguintes itens: reconstrução ou revitalização das unidades familiares de produção; práticas de uso, manejo e conservação de solo e de água; implantação de projetos de irrigação; formação e melhoria de pastagens; produção e conservação de forragem para a alimentação animal e outros investimentos com viabilidade técnica e econômica.

O valor limite de investimento é de R$ 10 mil por agricultor, com taxa de juros de 1% ao ano, prazo de pagamento de até dez anos e até três anos de carência (para o início do pagamento). O prazo para os agricultores contratarem a operação vai até o dia 31 de janeiro de 2013.

Fonte: MDAEditoria: Agricultura

Cotações & previsão de 07/01/2013 - Mato Grosso do SUL


 MS

R$ 92,00Boi Gordo - @
R$ 84,00Vaca Gorda - @
R$ 25,00Milho - sc 60kg
R$ 58,50Soja - sc 60kg
Fonte:
Áreas de instabilidade se formam sobre o Centro-Oeste. No MT, no oeste de GO, o dia é de muitas nuvens, mas que não escondem totalmente o sol. Há previsão de chuva a qualquer hora. Nas demais áreas a chuva só acontece a partir da tarde.

Previsão do Tempo para  a capital  Campo Grande

Segunda-Feira, 07/01
Nascer do sol:07h06Pôr do sol:20h24
  • Manhã
  • Tarde
  • Noite
  • Max 35ºMin 24º
  • 15mm
    80%
  • NNW
    11km/h
  • 79%59%
Índice UV: Alto
Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.Fonte: www.climatempo.com.br