sábado, 2 de fevereiro de 2013

Setor de máquinas prevê crescimento em 2013, mas câmbio preocupa





A indústria de máquinas e equipamentos espera que as medidas anunciadas pelo governo ao longo de 2012 surtam efeito sobre a economia neste ano, em meio a sinais positivos de aumento do faturamento no último trimestre e ligeiro crescimento do emprego no setor no fim do ano passado. Apesar disso, a indústria, que produz bens utilizados na produção de setores que vão desde móveis a petróleo e gás, manifestou preocupação sobre o recente cenário cambial e sobre atrasos de grandes projetos de investimentos no país como os da Petrobras.

Segundo a Abimaq, associação que representa a indústria de bens metal-mecânicos do país, a expectativa para 2013 é de crescimento no faturamento do setor de 5 a 7 por cento, após uma queda de 3 por cento no ano passado para 80 bilhões de reais, que contrariou previsão de crescimento da entidade. A indústria de máquinas encerrou 2012 com um nível de utilização de capacidade instalada de 75,6 por cento, o pior nível dos últimos 40 anos, e queda de 5,2 pontos percentuais sobre 2011, segundo a Abimaq. "Há uma sensação de que vai melhorar e achamos que as medidas do governo vão surtir efeito (...)

Não esperamos milagres, mas esperamos crescimento do investimento", disse o assessor econômico da presidência da Abimaq, Mario Bernardini. "O aumento do faturamento do setor em dezembro (sobre novembro) é resultado da redução de juros do Finame", acrescentou citando programa do BNDES para financiamento de compra de máquinas e equipamentos novos produzidos no país. Entre as medidas citadas pela entidade estão a queda dos juros, redução nas tarifas de energia e desoneração da folha de pagamentos de vários setores, incluindo o de máquinas e equipamentos.

Segundo Bernardini, a avaliação é que a formação bruta de capital fixo do país deve ter atingido o fundo do poço entre o final de 2012 e início deste ano, quando deve iniciar uma retomada em meio às medidas de incentivo à economia. A expectativa da Abimaq é que a taxa de investimento no país cresça acima de 5 por cento em 2013 ante uma previsão de queda de 4 por cento em 2012.

O dado final sobre o desempenho da economia no ano passado deve ser divulgado em março pelo IBGE. Representantes da entidade vão se reunir com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, na quinta-feira, e levar demandas sobre defesa comercial do país, disse o primeiro vice-presidente da Abimaq, José Velloso Dias Cardoso. Uma semana depois, haverá encontro com a presidente Dilma Rousseff. CÂMBIO Em 2012, o déficit da balança comercial do setor de máquinas e equipamentos somou 16,82 bilhões de dólares, o que elevou o déficit acumulado desde 2004 a 70 bilhões de dólares, afirmou o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto.

Porém, o resultado negativo foi o primeiro a mostrar recuo frente ao ano anterior desde 2004. Em 2011, o déficit foi de 17,88 bilhões de dólares. A queda no déficit foi apoiada no crescimento de 11 por cento das exportações e queda de 0,9 por cento das importações, refletindo a queda do real ante o dólar. Com isso, a participação das exportações no faturamento do setor subiu para 33 por cento em 2012, contra 25 por cento em 2011.

Por isso, a entidade mostrou preocupação com a recente desvalorização do dólar, que nesta semana caiu abaixo do patamar de 2 reais pela primeira vez em sete meses, levando o mercado a acreditar que o câmbio está sendo usada como instrumento para conter a inflação.. "Para ter efeito concreto na inflação, o dólar tinha que voltar ao patamar de 1,60, 1,70 real, o que imagino que não esteja nos planos do governo. A primeira coisa pior no câmbio para o setor produtivo é a valorização da moeda e a segunda pior é a volatilidade", afirmou Bernardini. "A dispersão (entre os preços de moeda usados por importadores e exportadores) não reduz preços e aborta o crescimento. Deveríamos estudar formas de levar o câmbio para o patamar de 2,30 real e minimizar o impacto da inflação", comentou.


Fonte: Reuters; adaptado e resumido pelo blogueiro

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PREVISÃO - 02/02/2013

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                                           Fonte: climatempo

Custo acumulado de produção aumentou 117% de 2004 a 2012, reduzindo margem do pecuarista




A pecuária é um setor de extrema importância para a economia brasileira e que vem apresentando consistente crescimento nas últimas décadas. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2012), o Brasil se destaca no contexto mundial, como o maior exportador e segundo maior produtor de carne bovina. Em 2011, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC, 2012), o país foi responsável por 21% das exportações mundiais do produto, ainda que a pecuária de corte brasileira tenha no mercado interno o seu maior consumidor.
A proposta deste trabalho é analisar como evoluíram o custo de produção e a arroba do boi gordo no período de 2004 a maio de 2012, buscando avaliar a evolução da margem do pecuarista brasileiro.
Métodos
Os dados de custo de produção e valor da arroba foram obtidos através dos dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do projeto Custo de produção em pecuária de corte. Estes possuem periodicidade mensal.
O Cepea calcula dois diferentes índices de custo, o Custo Operacional Efetivo (COE) e o Custo Operacional Total (COT), sendo que neste trabalho será utilizado o COE, que não inclui depreciação. Para comparar a evolução do COE e da arroba, os índices foram transformados para base de janeiro de 2004.
Resultados
O custo do pecuarista, desde 2004, acumulou alta de 116,73%. A média mensal do indicador do bezerro (Mato Grosso do Sul), e os preços do grupo de suplementação mineral, insumos de expressivo peso nos gastos totais, apresentaram aumentos de 95%, e de 141% respectivamente no período. O custo da mão de obra, por sua vez, foi o que mais aumentou. Os salários acumularam alta superior a 170% no período. A figura 1 mostra a evolução dos índices acumulados de preços dos principais insumos da pecuária, e do COE.
O aumento mais expressivo de custo, superior a 36%, ocorreu em 2008, ano em que os preços de importantes insumos aumentaram, como dos produtos para suplementação mineral, 83%, e o bezerro, 36%. Os preços dos adubos e corretivos também apresentaram alta, superior a 40%, influenciada pela força da demanda mundial por alimentos no primeiro semestre, que impulsionou o consumo de insumos de produção agrícola. Como o fortalecimento da demanda por fertilizantes, por sua vez, influencia no aumento do preço da matéria-prima dos adubos, e os sais minerais compartilham esta matéria-prima, pode-se dizer que o aumento da demanda por alimentos, também impactou na alta dos preços da suplementação mineral.
Figura 1: Evolução das variações acumuladas do COE e dos índices de preço dos principais insumos.
Fonte: Cepea/Esalq/CNA (2012)
Em 2009, ao contrário, foi observada a única redução de custo do período, de 12,35%. Neste ano, os preços do bezerro, dos produtos de suplementação mineral e dos adubos e corretivos apresentaram reduções, de cerca de 9%, 27% e 24%, respectivamente, relacionadas à eclosão da crise financeira mundial. Para os adubos, por exemplo, que contém derivados de petróleo, a queda nas cotações deste, dada retração da demanda mundial, foi que pressionou os preços.
No mesmo período, o preço da arroba representado pela média mensal do indicador ESALQ/BM&F, teve alta acumulada de 69%. Em 2010, especificamente, foram alcançados preços recordes da arroba, e este aumento de preço não foi acompanhado por alta no custo de tamanha magnitude, então a margem do pecuarista apresentou grande recuperação neste ano, se aproximando ao máximo da margem observada em 2004, no início do período. Os elevados patamares de preços em 2010 foram influenciados pela forte demanda interna, de forma que em novembro o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa atingiu R$117,18, preço real mais elevado da série que tem início em 1997.
Mas apesar do ganho de margem observado em 2010, comparando-se as variações acumuladas do custo e da receita, pode-se dizer que o pecuarista brasileiro perdeu margem de 2004 a maio de 2012 – figura 2.
Figura 2 – Evolução das variações acumuladas do COE e da arroba (média mensal indicador Esalq/BMF)
Fonte: Cepea/Esalq/CNA (2012)
Destaca-se o caso de 2008, quando apesar da maior alta de custo do período, a arroba também apresentou expressivo aumento no ano, relacionada à restrição de oferta no primeiro semestre.
A tendência de queda da margem do pecuarista foi acentuada em 2012. Neste ano, a queda da arroba aliada a alta acumulada do custo pressionou a margem de forma que em abril de 2012, a diferença entre os valores acumulados do COE e da arroba (representando a variação de margem), em pontos percentuais, é a maior da série, que se inicia em 2004.
Conclusões finais
No período analisado neste trabalho, pôde-se observar aumento acumulado de 116,7% do custo, que ocorreu de forma mais acentuada em 2008. Este aumento foi devido, essencialmente, a insumos de maior representatividade nas despesas, como o bezerro, os produtos para suplementação mineral e a mão de obra, cujos preços apresentaram expressivas altas no período. Os preços dos adubos e corretivos também aumentaram, apesar de estes representarem um menor peso nas despesas totais. Já em 2009, houve redução acumulada do custo. Tal redução se relaciona, entre outros, às retrações de demanda devidas a eclosão da crise financeira mundial.
Quanto à análise da evolução da relação entre receita e custo, pôde-se observar que o pecuarista brasileiro perdeu margem no período analisado, que vai de 2004 a maio de 2012. Esta perda foi de certa forma atenuada em 2010, quando o expressivo aumento do preço da arroba, relacionado à forte demanda interna, compensou a alta no custo e a margem do pecuarista se recuperou, chegando a níveis próximos ao observado em 2004. Nos anos seguintes, a margem retornou a tendência de queda, que foi expressivamente acentuada a partir de dezembro de 2011, e em 2012, alcançando o pior patamar da série analisada.
Fonte:ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS EXPORTADORAS DE CARNES (Abiec);Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Agronegócio Brasileiro;CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA (Cepea). Adaptado e resumido pelo blogueiro

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Previsão & cotações para 01/02/2013

Assista
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                                          Fonte: climatempo

Cotações de 30/01

MS

R$ 91,00Boi Gordo - @
R$ 83,00Vaca Gorda - @
R$ 25,80Milho - sc 60kg
R$ 56,50Soja - sc 60kg

Fonte:

EUA: USDA lança certificação para maciez de carne bovina





Após cinco anos de estudo, o Serviço de Comercialização Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (AMS/USDA) implementou (em 26 de outubro) um programa onde a maciez da carne bovina pode agora ser legalmente afirmada e comercializada.

O documento foi revisado para incluir requerimentos operacionais que fornecerá flexibilidade para entidades interessadas em ter um programa de maciez certificada pelo USDA. O AMS e a Sociedade Americana para Testes e Materiais (ASTM) trabalharam juntos para desenvolver os padrões a serem usados para propostas comerciais.

De acordo com as novas regulamentações, a carne pode ser certificada como “USDA Tender” (valor da força de cisalhamento Warner-Bratzler não maior que 9,7 libras) ou “USDA Very Tender” (valor da força de cisalhamento Warner-Bratzler não maior que 8,6 libras) e pode usar sinalizadores denotando essas categorias se todos os requerimentos forem cumpridos.

O valor da força de cisalhamento Warner-Bratzler determina a quantidade de força requerida para cortar uma amostra de carne com meia polegada de diâmetro, de acordo com um documento da Texas A&M Meat Science Station. As amostras precisam ser preparadas e cozidas de acordo com o protocolo da Associação Americana de Ciência da Carne.

Um indivíduo ou firma que busque a certificação do USDA para afirmar sobre a maciez de sua carne deve fornecer documentação que descreve como eles cumprirão com os requerimentos do padrão internacional de maciez da ASTM; descrever o processo com um sistema de gerenciamento da qualidade documentada; e demonstrar conformidade com “elementos de desempenho”. Esses elementos de desempenho incluem teste de equipamentos que medem a maciez, fornecendo um plano de amostragem e um plano de rastreabilidade.

Fonte Farmprogress.com e do Animalscience.tamu.edu, traduzidos e adaptados pelo blogueiro

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Exportações 2012: Brasil tem receita recorde, com preço médio de venda crescente e volume estável



Tabela 01. Exportações brasileiras de carne bovina in natura
Em 2012, o Brasil teve como receita das exportações de carne bovina in natura US$ 4,5 bilhões, crescendo 7,8% e alcançando o segundo recorde anual após 2011 quando teve receita de US$ 4,2 bi. As exportações em volume foram de 945 mil toneladas e aumentaram 15,3% comparando com 2011, porém desde 2009 a variação foi positiva somente em 2,1%, quando exportou 926 mil. Observa-se variação bastante estável desde 2009 nas exportações em volume, com tendência de queda desde 2007, ano com maior volume exportado. Comparando 2012 com 2007, a diferença é de -26,5%, pois naquele ano o volume comercializado internacionalmente foi de 1,3 milhão de toneladas.
Gráfico 01. exportações brasileiras de carne bovina in natura em volume (mil toneladas) e receita (US$ milhões /ton)
Devido ao crescimento da receita e queda do volume exportado, o preço médio da tonelada vendida segue em alta. Em 2011 o país recebeu o maior preço histórico, de US$5,1 mil/tonelada e em 2012 este valor foi de US$4,8 mil/tonelada, queda de 6,5%. Desta forma, o Brasil parece que está aproveitando bem as oportunidades de mercado mesmo com preço crescente. Mesmo com seu volume exportado em queda, o preço méido de venda está aumentando, melhorando assim sua receita total ano a ano.
Gráfico 02. Preço médio de venda de carne bovina in natura exportada (US$/ton)
Analisando a taxa de câmbio e sua influência nas exportações, nota-se um dólar estável em 2012 a partir de junho. No início do ano de janeiro a junho, houve valorização do dólar de 14,5%, saindo de R$1,79 para R$2,05. Após este mês, a taxa de câmbio permaneceu acima dos R$2,00 no restante do ano. De junho a dezembro, a variação foi de 1,8%, variando de R$2,05 para R$2,09.
Desta forma, quanto mais valorizado o dólar em comparação ao Real, a competitividade para a exportação brasileira aumenta. Em 2012, o boi gordo em dólares teve desvalorização de 16,45%, caindo de US$55,22/@ em janeiro para US$46,13 em dezembro. Portanto, a taxa de câmbio tem grande participação no crescimento da receita brasileira apresentado anteriormente (Gráficos 01 e 02).
Gráfico 03. Dólar (R$/US$) e Indicador Esalq/BM&F do boi gordo em dólares
Ainda, avaliando a taxa de câmbio desde 2009 comparada também com o boi gordo em dólares em Média Móvel de 12 meses, percebe-se uma projeção (destacado em amarelo) para jan/13 de valorização do dólar e consequente desvalorização do boi gordo brasileiro no mercado internacional. Consequentemente, segundo esta análise o Brasil terá boas oportunidades para suas exportações em 2013.
É importante lembrar que a arroba no mercado interno também influencia a cotação do boi gordo em dólares. Por isso o cálculo em Média Móvel, para que a variação atual do curto prazo não prejudique a projeção futura.
Gráfico 04. Média móvel 12 meses do Dólar (R$/US$) e do Indicador Esalq/BM&F do boi gordo em dólares

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rastreabilidade: Austrália tem há 30 anos e EUA discute sua implantação – saiba mais sobre o tema para o mercado global



Uma melhor rastreabilidade na pecuária de corte dos Estados Unidos será necessária para competir no mercado internacional e agregar valor ao produto da fazenda à mesa, mas barreiras significantes permanecem para sua adoção. Essas foram as principais mensagens discutidas durante o Congresso Internacional de Pecuária em Denver. A equipe de especialistas era formada pelo vice-presidente de comercialização internacional da JBS, Mark Gustafson, pelo vice-presidente executivo da AgriBeef, Rick Stott, e pelo diretor executivo do grupo Beef Marketing, John Butler. Leann Saunders, do “Where Food Comes From, Inc.”, moderou a discussão.
Saunders disse que, historicamente, a rastreabilidade nos Estados Unidos foi direcionada pelo mercado, com alguns produtores buscando prêmios por “story beef” (carne com história). A descoberta de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) nos Estados Unidos e os fechamentos subsequentes nos mercados de exportação do país criaram a demanda por verificação de idade na última década. À medida que os produtores se engajaram na identificação de idade, adicionaram uma verificação de origem e, em alguns casos, uma verificação de processo para agregação de valor.
A lei federal de Rastreabilidade de Doenças Animais (ADP, sigla em inglês) que entrará em vigor em 11 de março, foca exclusivamente em doenças, ao invés da verificação de atributos de valor agregado ou qualificação da carne bovina para exportação. Saunders disse que a abrangência da lei é mais tolerante do que sistemas obrigatórios em prática na maioria de outros países exportadores de carne bovina. Gustafson disse que a maioria dos países tem algum grau de rastreabilidade, com o sistema da Austrália provavelmente sendo o mais sofisticado. Ele comentou que os australianos há 30 anos já debatiam as questões que eles estão debatendo agora. Sem um acordo voluntário, o governo entrou com um programa obrigatório.
O sistema resultante ajudou a tornar a carne bovina da Austrália altamente competitiva internacionalmente. A China, continuou Gustafson, insistirá na rastreabilidade como condição para qualquer acordo eventual para importação de carne bovina dos Estados Unidos. A falta de rastreabilidade poderia se tornar uma barreira comercial não tarifária mais significante para a carne bovina dos Estados Unidos.
Stott disse que a operação da AgriBeef é de cria até a terminação confinamento, com embalagem própria e usa a rastreabilidade animal principalmente para uso interno, buscando melhorar a qualidade da carne e a produtividade. Entre os produtos de marca de carne bovina da companhia, somente um, o “Snake River Farms”, é identificado a nível de varejo como possível de ser rastreado à fazenda. Essa marca vende produtos de carne bovina Wagyu americana e grande parte é exportada. Os varejistas dos Estados Unidos, disse Stott, atualmente não estão pedindo por rastreabilidade nos produtos de carne bovina. Ao invés disso, eles focam em qualidade, consistência e valor.
Butler disse que o Beef Marketing Group (BMG) consiste de 16 confinamentos em Nebraska e Kansas. A rastreabilidade em seu sistema de produção melhora a transparência com os clientes e ajuda a agregar valor. Os programas de rastreabilidade do BMG são voluntários e direcionados pelo mercado, disse ele.
Cada vez mais, os membros da cadeia de produção poderão pressionar os produtores a implementar a rastreabilidade e sistemas de verificação. Butler citou o programa “Farm Check” de auditorias da Tyson, que está em desenvolvimento nesse ano para implementação em 2014 e o programa de auditoria da Whole Foods através do Global Animal Partnership.
Quanto à questão referente ao valor da rastreabilidade e as verificações nos mercados de exportação, Gustafson disse que em alguns casos onde as verificações são requeridas por países importadores, como verificação de idade no Japão e de gado não tratado com hormônios na Europa, os produtores ganharam prêmios sobre os animais qualificados.
Em outros casos, a rastreabilidade pode somente se tornar parte do custo. Ele disse que a JBS uma vez propôs um sistema amplo de rastreabilidade para ser aplicado à carne bovina que a companhia exporta ao Japão. O processo adicionaria 21 centavos por libra (0,450 kg) ao custo da carne bovina exportada e os clientes japoneses disseram eles que não pagariam um preço extra. Se a JBS implementasse o sistema, teria que absorver o custo.
O diretor de esforços de sustentabilidade da BASF, Cristain Barcan, que participou de discussões anteriores sobre o tema, comentou que a rastreabilidade pode ter um papel na melhora da rastreabilidade da carne bovina reduzindo potencialmente a necessidade de grandes recolhimentos de produtos e resultando em perda de alimentos valiosos e de todos os insumos usados para criá-los.
Fonte: Drovers, traduzida e adaptada pelo blogueiro.

Fiscais Agropecuários pedem novas contratações



Fiscais federais agropecuários fizeram ato público na porta da Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na praça Mauá, zona portuária do Rio. Eles pediram a realização de concursos públicos porque, de acordo com o delegado do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários, Ricardo Luiz, o governo estuda a contratação temporária de funcionários, uma prática que desvaloriza os profissionais da área.

O sindicalista disse que a categoria conta cerca de 3.200 profissionais. Entretanto, segundo ele, nos últimos anos os concursos serviram apenas para amenizar parte do problema ocasionado pela carência de profissionais. "Os funcionários reclamam de excesso de trabalho e, com intuito de suprir muitas das deficiências, sugerimos a criação de uma escola de fiscalização agropecuária". Os fiscais federais agropecuários atuam no controle sanitário de produtos da agricultura e da pecuária, incluindo os que são exportados e importados.

Estão presentes em portos, aeroportos, nas fronteiras, aduanas, nos frigoríficos, nas indústrias de alimentos e bebidas, na análise laboratorial e procedência da certificação.
Fonte: Agência Brasil e adaptado e resumido pelo blogueiro

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cooperativas aumentam aquisições de crédito de investimento


Aumentam aquisições de crédito de investimento


Entre julho e dezembro do ano passado, o segmento cooperativista brasileiro contratou R$ 388,5 milhões por meio do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop). O volume é 60,7% superior aos R$ 241,7 milhões obtidos em igual período de 2011. As informações são do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, o apoio às cooperativas é fundamental para impulsionar a economia agropecuária e nacional. Ele afirma ainda que a confiança do setor em obter mais crédito para investimento tem explicação no bom momento vivido pelo agronegócio nos últimos anos. As contratações no período correspondem a 19,4% dos R$ 2 bilhões disponíveis pelo Prodecoop na safra 2012/2013.

As normas de enquadramento das ações desenvolvidas no âmbito do Programa foram alteradas no Plano Safra atual, com ênfase no financiamento a operações de investimento. Os recursos podem ser utilizados no apoio financeiro à produção, industrialização, armazenagem, ações de adequação sanitária e recuperação de solos. O limite de financiamento também passou de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões por cooperativa.

A avaliação atualizada mensalmente das contratações do crédito agrícola é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.


Fonte: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA;  adaptado e resumido pelo blogueiro