quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Previsão & cotações de 01/03/2013

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                                          Fonte: climatempo

Cotações 

MS

R$ 91,50Boi Gordo - @
R$ 84,50Vaca Gorda - @
R$ 25,50Milho - sc 60kg
R$ 51,50Soja - sc 60kg
Fonte:

Abate de fêmeas atual ainda não influencia o preço do boi gordo




Para explorar oferta de gado, podemos observar as as escalas médias de abate no estado de São Paulo (Gráfico 01). Repare que saímos de dois dias para quatro dias e agora para seis dias de bois comprados quando comparamos o mesmo período de cada ano. Isso é uma maior oferta de gado para a praça paulista, que gera o indicador Esalq/BM&FBovespa, no qual os contratos da bolsa têm como guia.





Essa oferta também é identificada no acompanhamento dos dados do SIF, ilustrado no Gráfico 02. Tivemos um segundo semestre de 2012 com abates em alta em relação à 2011, e agora no início de 2013 o abate também está em alta leve.





No Gráfico 03, os dados do IBGE também indicam que o abate brasileiro está subindo, fêmeas até mais que os machos. Até aqui não é novidade para ninguém. A novidade é esse abate no geral maior não ter produzido ainda uma variação anual de abate de fêmeas superior a 10% de um ano inteiro para o ano inteiro imediatamente anterior.


Repare no Gráfico 03 e você verá que somente acima de 10% de variação anual nos abates das fêmeas é que realmente essa categoria passa a influenciar negativamente o preço da arroba do boi gordo, caro leitor. Nós não estamos vendo os abates de fêmeas acima de 10% desde 2006.





Deixe-me explicar isso de forma mais clara. O abate de fêmea está subindo, porém não tanto assim para influenciar os preços dos machos. Isso deve mudar nos próximos trimestres. É um acompanhamento em aberto, pois é o ciclo pecuário em ação. Há muita informação desencontrada sobre os efeitos do abate de fêmeas no mercado de curto prazo.


Os efeitos para o curto prazo são praticamente nulos, como mostrado no gráfico acima. O posicionamento do empresário, por outro lado, em como aproveitar beneficamente o excesso de fêmeas para sua fazenda, para seu plantel de cria ou para seu frigorífico no decorrer dos anos é o que conta.


Vemos também esse negócio de oferta de fêmeas para abate olhando no desconto da arroba da fêmea em relação ao macho. Se a oferta dessa categoria estiver muito acima do normal, o desconto é grande, e estamos falando aqui de descontos acima de 10%.


O que vemos no gráfico 04 são descontos ainda bons, caminhando para romper 10% de deságio nos preços lentamente. Ainda não chegamos lá, assim como o abate de fêmeas ainda não mexeu amplamente com o mercado.





Por fim, a atualização da participação estadual no abate brasileiro confirma o que já temos visto nos últimos trimestres. O estado de Mato Grosso é hoje responsável por 1 a cada 5 animais abatidos no Brasil. Em resumo, na oferta, a palavra-chave é “aos poucos”. O abate de fêmeas aos poucos está aumentando, assim como o abate de machos. O desconto da arroba da vaca aos poucos está cedendo, mas daí a dizer que está fora de contexto é esticar demais o argumento.





Se o mercado consumidor dar um salto ou se o dólar der uma mexida ou se as exportações vierem mais fortes, a oferta, dentro desse quadro atual, quero dizer, se tivermos qualquer motivo para aumento da demanda essa oferta do jeito que está ficará aquém da necessidade, a meu ver. Não está bolinho não. Se a demanda aumentar, faltarão animais para atendê-la.






Fonte: Carta Pecuária Trimestral -  Edição 23 e adaptado pelo blogueiro

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“Aplicar vermífugos na hora certa pode gerar ganhos de R$ 40 por cabeça”, diz pesquisa



Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita (Unesp) levantou um dado preocupante: os vermífugos existentes no mercado funcionam cada vez menos em bovinos. “Isso porque os diversos tipos de vermes que atacam estes animais estão ficando mais resistentes aos medicamentos, devido ao seuuso inadequado”, explicou o pesquisador e médico veterinário Ricardo Soutello.

A pesquisa de Soutello foi realizada em cinco propriedadesdo Estado de São Paulo e analisou a resistência a quatro das categorias de antiparasitários mais utilizadas:sulfóxido de albendazol, fosfato de levamisol, moxidectinae ivermectina. O resultado mostrou que, em cada uma das propriedades, houve resistência a pelo menos uma dasdrogas utilizadas. Em uma das propriedades, houveresistência a três delas.

Para descobrir o motivo de tanta força dos vermes, a equipe de pesquisadores também aplicou um questionário aos produtores, perguntando sobre a frequência da aplicação de vermífugos ao rebanho. Segundo Soutello, em 80% dos casos a administração do remédio era feita em períodos errados. “Constatamos que o uso inadequado dos anti-parasitários pelos criadores foi uma das características que influenciaram o desenvolvimento da resistência”.

De acordo com o relatório divulgado pela Unesp, a maior parte das aplicações foi realizada juntamente com avacinação contra a febre aftosa, sem levar em consideração a necessidade do uso do remédio ou o período entre uma aplicação e outra. “É difícil preparar o gado para receber um remédio. Ele precisa ficar um tempo sem comer, em um local fechado e isso costuma deixar o animal muito irritado. Então, alguns donos aproveitam campanha de vacinação para já dar o vermífugo. Mesmo que o animal nem precise”, explica Soutello. Uma das causas desse problema é o baixo custo das drogas genéricas ou similares no mercado, segundo o professor. Com o preço menor, seu uso aumentou, o que favorece a resistência anti-helmíntica.
Prejuízos


Um cálculo feito pela Unesp mostra que a perda estimada de animais infectados por vermes gira em torno de 30 a 70 quilos por ano. “O prejuízo é de cerca de duas arrobas a menos anualmente, o que representa cerca de R$ 200 por cabeça. Fora o custo com aplicações ineficientes e manejo”, explica Soutello.

Dentro do custo total de produção de bovinos de corte, o custo dos vermífugos representa 1% de todo o montante, menos de R$ 10 por cabeça nos dois anos de ciclo. Apesar de o valor ser baixo, o retorno financeiro para o produtor é grande quando os remédios são aplicados de maneira correta, segundo o professor, supera o de todos os outros investimentos. “São R$ 40 para cada R$ 1 gasto com vermífugos utilizados corretamente”, explica.



Fonte=> revistagloborural e adaptado e reformulado pelo blogueiro

beef jerky brasileiro é aprovado pela União Europeia



O Brasil recebeu autorização da União Europeia (UE) para exportar produtos cárneos secos, fatiados, curados, condimentados e termoestáveis, conhecidos como beef jerky. O comunicado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) foi feito pelas autoridades sanitárias da UE nesta semana. Isso não era possível desde 2007, por conta da legislação vigente na Comunidade Européia.

A alteração na lei foi possível devido a negociações realizadas entre as autoridades brasileiras, do Ministério da Agricultura e da Comunidade Europeia. As discussões tiveram início em 2010, quando técnicos do MAPA propuseram a mudança junto à UE. Desde então, missões da Comunidade visitaram o Brasil, percorreram fábricas e conheceram o processo de fabricação.

Com a decisão da UE, o Brasil adquire a mesma igualdade no processo de fabricação das matérias-primas de países concorrentes na exportação do produto, como a África do Sul e Uruguai.
Fonte: MAPA, e resumido e adaptado pelo blogueiro

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Previsão & cotações de 27/02/2013

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                                          Fonte: climatempo

Cotações 

 MS

R$ 91,50Boi Gordo - @
R$ 84,50Vaca Gorda - @
R$ 25,50Milho - sc 60kg
R$ 51,50Soja - sc 60kg
Fonte:

As prioridades dos ruralistas



Projeto de Paulo Piau sobre indenizações em caso de desapropriações ligadas a demarcações de terras indígenas está na lista
A bancada ruralista deve concentrar sua atuação neste ano legislativo em projetos que envolvam a demarcação das terras indígenas e a definição de um novo código de trabalho rural, dois temas considerados prioritários na reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de outras entidades ligadas ao setor agropecuário. O objetivo do encontro de ontem em Brasília foi justamente definir essas prioridades.

Segundo a FPA, 214 deputados e 14 senadores integram a bancada ruralista, o equivalente a 41,7% da Câmara e 17,3% do Senado. A bancada agrega parlamentares que defendem os pleitos do agronegócio. Parte dos integrantes é formada por donos de terra ou empresários dos segmentos alimentar ou agroquímico, e a força de articulação do grupo ficou visível com a versão do Código Florestal aprovada no Congresso.

No que se refere às questões fundiárias, um dos projetos que serão acompanhados de perto pela bancada ruralista é a proposta de emenda à Constituição (PEC) 215/2000, do deputado Almir Sá (PPB-RR). A FPA se posiciona favorável à proposta de retirar do Executivo a demarcação de terras indígenas e incluir como competência exclusiva do Congresso a aprovação de demarcação das terras indígenas e a confirmação das demarcações já homologadas. O texto também estabelece que os critérios e procedimentos de demarcação serão regulamentados por lei.

A proposta é polêmica e deve marcar mais um embate entre as bancadas ruralista e ambientalista, uma vez que movimentos de apoio aos indígenas, magistrados e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já se posicionaram contrários à PEC. Essas organizações argumentam que a aprovação da proposta colocaria um fim às demarcações de áreas de proteção tanto indígenas como de quilombolas, porque elas ficariam condicionadas ao lento processo de aprovação por parte de deputados e senadores.

A bancada ruralista também deve fazer lobby para que seja aprovado um projeto de lei (PL) de Paulo Piau, ex-deputado e atualmente prefeito de Uberaba (MG), que cria um sistema de indenização a produtores rurais que tiverem suas propriedades desapropriadas por causa da demarcação de terras indígenas ou de quilombolas. Ainda na política fundiária, os ruralistas devem combater a criação do Conselho Nacional de política Indigenista (CNPI) – que contará, se aprovado, com representantes do Executivo, dos povos e das organizações indígenas de todas as regiões do país.

Quando o assunto é relações de trabalho, a FPA vai brigar pela aprovação de uma legislação específica para o trabalhador rural. Segundo o coordenador técnico da frente, Paulo Márcio Araújo, as condições de trabalho no campo são diferentes das da cidade e, por isso, é preciso a criação de um código rural para delimitar regras mais flexíveis nas relações de trabalho do setor – que leve em conta, por exemplo, que na época de colheita, muitas vezes, trabalha-se mais do que 8 horas por dia.

Ao mesmo tempo, o lobby rural tentará barrar no Congresso todos os projetos que dispõem sobre punições aos empregadores que colocam os trabalhadores em situações análogas à escravidão. Segundo Araújo, é preciso primeiro que se defina o que é trabalho escravo. Para ele, a portaria do Ministério do Trabalho que trata do assunto é “muito vaga”. O coordenador da FPA, que trabalhou por sete anos no Ministério da Agricultura e assumiu o cargo na frente em novembro, criticou exigências do Ministério do Trabalho como a distância entre as camas em um alojamento.

Ele acredita que é por esse tipo de exigência que a grande maioria dos 405 empregadores que estão na lista suja do trabalho escravo, divulgada no início deste mês pelo Ministério do Trabalho, é de contratantes localizados em áreas rurais. Enquanto não forem definidos os critérios das condições análogas às de escravidão, a FPA é contrária à maior parte dos projetos que hoje tramitam no Congresso Nacional em relação ao tema.

A lista inclui o projeto de lei 2884/2011, do deputado Dimas Fabiano (PP-MG), que obriga prévia autorização, pela Vigilância Sanitária, para o funcionamento de alojamentos rurais. Também foi tratado como prioridade a oposição ao projeto de lei 1216/2011, da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que atribui obrigações ao empregador rural em relação a segurança e saúde dos trabalhadores, como o fornecimento de equipamento individual. A lista inclui chapéu para proteção contra sol, óculos de segurança, luvas, calçados impermeáveis e botas especiais, a depender de cada atividade.

A lista das propostas que correm no Congresso considerada prioritária pelos ruralistas incluem, ainda, projetos que tratam de biocombustíveis, ambiente, política agrícola, biotecnologia, segurança, tributação, infraestrutura e defesa.

O encontro de ontem serviu para a formação de consensos. Além da FPA, participaram representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Confederação Nacional da Indústria (CNI), União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e Embrapa, entre outros segmentos.

Fonte:Valor Econômico adaptado pelo blogueiro

Exportações de frango recuam 6,7% em janeiro, para US$ 592 milhões



As exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 592 milhões em janeiro deste ano, queda de 6,7% ante o mesmo intervalo de 2012, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef).

Em volume, esses embarques somaram 290,4 mil toneladas em janeiro, recuo de 11,7% sobre o mesmo mês do ano passado. Desse total, os cortes de frango foram o principal item das exportações, com 157,5 mil toneladas. As exportações de frango inteiro somaram 107,3 mil toneladas.

Em janeiro, o Oriente Médio seguiu como o principal destino da carne de frango brasileira. No período, a região importou 106 mil toneladas, queda de 3,8% sobre janeiro do ano passado. Já as exportações para a Ásia totalizaram 82,3 mil toneladas, queda de 5,8%.

Apesar da queda dos embarques no período, o presidente-executivo da Ubabef, Francisco Turra, disse que o nível embarcado é superior a média histórica.

“Os níveis de exportações de janeiro deste ano foram superiores à média histórica para o período, ficando abaixo apenas do primeiro mês de 2012, com resultado considerado atípico”, disse o dirigente, em comunicado.

Para Turra, a queda das exportações também reflete a crise vivida pela avicultura no segundo semestre do ano passado, que levou a redução da produção brasileira de frango pela primeira vez desde 2000.

Fonte:Valor Econômico e adaptado pelo blogueiro

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A palavra-chave é estabilidade

Acima, a arroba do boi gordo medido pelo indicador de SP. Desde o início do ano a palavra-chave é estabilidade. Preços oscilando entre 97 e 98 reais, escalas de abate oscilando entre 4 e 6 dias de bois comprados.

Preços estáveis do jeito que estão no boi parecem que estão formando um triângulo simétrico nos preços. Triângulos simétricos tendem a serem padrões de continuação na tendência prévia dos preços. No caso, a tendência prevalecente era de alta em dezembro. Vamos anotar isso na mente para futura referência.

De qualquer forma, o interessante disso tudo é que essa estabilidade nos preços ocorrendo perto dos preços máximos do ano passado, caro leitor. O pico da entressafra de 2012 foi R$ 98,21 dia 14 de novembro.

O monitoramento do clima têm chamado a atenção. A suposição é que com um volume suficiente de umidade no solo há a vantagem de segurar bois nos pastos ao invés de vende-los. Concordo. Dei uma olhada rápida na água disponível no solo das principais regiões produtoras de boi à pasto e em todas a umidade gira entre 80% e 100%.

O mercado futuro parece que sentiu essa indefinição, mas, na dúvida, ao invés de cair, já que estamos na safra, ele subiu. Os contratos de fevereiro até maio subiram mais de 50 centavos, em média. Isso me fez levantar as sobrancelhas e indagar: “O que está gerando essa indefinição no mercado? Na dúvida, o mercado sobe?!”

Isso nos leva a indagar sobre o mercado como um todo e nos conduz a nossa famosa pergunta que de tempos em tempos colocamos aqui na Carta Pecuária: “A arroba está cara ou barata atualmente?”

Sob o ponto de vista do consumidor, ela já esteve mais cara nesses últimos dois anos. O aumento da renda nacional, a inflação e a janela de negociação dos preços nesses últimos preços aliviaram o bolso do consumidor.
Sob o ponto de vista do frigorífico a conta é mais rápida e não dá para generalizar muito, mas podemos olhar da seguinte forma. As compras médias dos últimos 12 meses feitas pelos frigoríficos geram um preço médio de compra no estado de São Paulo ao redor de 94,69 reais.



Apesar que, em média a arroba tem progressivamente se tornado mais barata, em média, para o comprador, desde setembro a coisa no curto prazo mudou e o mercado parece que quer subir.

Hoje, por exemplo, a arroba hoje vale 97,73 reais, então atualmente a arroba está “mais cara” que a média no gráfico ao lado.

Além disso, a relação de preços entre as carnes de boi e frango não está muito positiva atualmente para o boi.

Para o produtor, a arroba não está remunerando. A gente viu nos textos recentes que a margem do negócio está baixíssima.

Então, você tem de um lado o mercado consumidor, que passa por um momento de renda favorável e parece que digeriu esses últimos dois anos de carne cara. Quem disse que digestão de carne bovina é uma coisa rápida? Se é com a própria carne, com os preços parece que é da mesma forma. Vimos também no Diário de Bordo que há um acréscimo na demanda de carne pelos jovens esse ano, a maior dos últimos anos e pico para o atual ciclo pecuário.

Do lado do produtor, a margem aperta. A oferta de machos se restringe para aumentar a engorda nos pastos, mas as fêmeas estão fluindo. De qualquer forma, o abate total não é uma maravilha no atual momento.

O frigorífico? Ele dança tango quando mandam ele dançar tango e lambada quando mandam ele dançar lambada. Atualmente, entretanto, a música está muito baixa para ele entender o que está tocando. Daí a necessária cautela para não ser pego com estoques demais de bois comprados se o mercado cair, e nem com bois de menos se o mercado subir.

De qualquer forma, o mercado consumidor gera uma expectativa boa. O produtor também gera isso daí no curto prazo. O frigorífico vai para onde o mercado for.

Estarei falando mais sobre isso na Carta Pecuária Trimestral. Vamos abordar essas coisas com mais profundidade para nos posicionar em nosso negócio para aproveitar as oportunidades que estou antevendo para frente. A Carta Pecuária Trimestral será veiculada dentro de algumas semanas.

Movimentação Do Mercado: Boi — Indicador ESALQ/BVMF do boi, que mede a variação dos preços da arroba no Estado de São Paulo, fechou a semana com +0,42 a R$ 97,73 à vista. Cotações em R$ por arroba.

A média móvel de 5 dias fechou em R$ 97,48. O contrato de janeiro/12 fechou com +0,90 a R$ 97,57. O contrato de janeiro está R$ 0,09 acima do preço médio de liquidação do contrato.

O contrato que vence em fevereiro/13 fechou com +0,78 a R$ 96,62; março/13 +0,65 a R$ 95,75 e abril/13 +0,37 a R$ 95,22.

Todos os vencimentos estão cotados à vista com o fechamento da sexta-feira e com a indicação semanal da variação de preços.

Bezerro — Indicador ESALQ/BVMF de bezerro, que mede a variação dos preços no Estado do Mato Grosso do Sul, fechou a semana com –0,89 cotado a R$ 711,59 à vista. Cotações em R$ por bezerro.

A arroba do bezerro cotada ao redor de R$ 118,00, alta de um real na semana.

Todos os vencimentos estão cotados com o fechamento da sexta-feira e com a indicação da variação semanal.

Taxa de Reposição1 — Um boi gordo compra hoje 2,27 bezerros, alta de 0,02 na semana.

Dólar — Dólar comercial fechou com –0,73% a R$ 2,030. Dólar futuro com vencimento no início de fevereiro fechou com –0,79% a R$ 2,032; março fechou com –0,80% a R$ 2,040.

Juros — A taxa de juros do governo (SELIC) está hoje em 7,25% ao ano.

Inflação – IGP-M de dezembro +0,68%. Acumulado no ano2 +7,56%.

Assim como os contratos de boi e bezerro se encerram pelo preço dos seus respectivos indicadores, o dólar se encerra pelo preço do dólar do Banco Central nas datas acima indicadas.

Frigoríficos4 — A arroba nos frigoríficos foi cotada hoje em São Paulo ao redor de R$ 97,00; no Mato Grosso do Sul, Dourados a R$ 91,50 (Base –5,7%) e em Campo Grande ao redor de R$ 91,00 (Base –6,2%).

A arroba em Goiânia foi cotada ao redor de R$ 86,00 (Base –11,3%).

Em Cuiabá está em R$ 86,00 (Base –11,3%).

No sul do Tocantins a arroba foi cotada em R$ 88,00 (Base –9,3%). No Triângulo Mineiro ao redor de R$ 90,00 (Base –7,2%).

1 Considerando os valores nominais dos indicadores da ESALQ/BVMF.
2 e 3 Somatória com Juros Simples.
4 Fonte completa dos preços da arroba nos frigoríficos à vista e livre do Funrural: Informativo Boi na Linha, da Scot Consultoria.

Fonte: DBO,  adaptado e resumido pelo blogueiro

 Conclusão:
Mercado fechou a semana em alta razoável para o boi gordo. O bezerro continua com destaque e sua arroba oscila próxima da casa dos inacreditáveis 120 reais.

Itália encontra primeiro caso de carne de cavalo em lasanha



A Itália encontrou seu primeiro caso de contaminação de carne de cavalo em lasanha congelada, informou a agência de notícias “Ansa” neste sábado.

A carne de cavalo foi encontrada em testes em seis toneladas de carne moída e 2.400 pacotes de lasanha bolonhesa, apreendidos de uma companhia próxima a uma cidade no centro da Itália.

A reportagem identificou a companhia como “Primia” e disse que ela usou carne de outra empresa sediada em Bréscia, no norte da Itália, e que originalmente é abastecida por duas outras companhias também de Bréscia.

Os testes foram feitos como parte da checagem da polícia em 121 marcas no país.

Fonte:Valor Econômico e adaptado pelo blogueiro

Déficit de armazenagem de grãos pode chegar a 40 milhões de toneladas em 2013



O aumento da produção de grãos no Brasil, em 2013, poderá gerar um déficit de armazenagem de 40 milhões de toneladas. O comentário é do superintendente comercial da Kepler Weber, João Tadeu Franco Vino, com base nos dados do ministério da Agricultura, que projeta uma safra de 180 milhões de toneladas. Segundo Vino, para zerar este déficit, indústrias, agricultores e governo deveriam investir cerca de R$ 10 bilhões.

Para o superintendente comercial da Kepler Weber, a falta de armazenagem deve gerar aumento de custos de produção e do transporte dos grãos, além de comprometer a estratégia de vendas, pois o agricultor pode realizar a venda em um período que não é o melhor. “A armazenagem permite que o produtor comercialize sua safra quando os preços estão mais atraentes”, lembra Tadeu Vino. E complementa: “Nos últimos cinco anos, foram investidos entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões em armazenagem, mas os valores foram insuficientes para zerar o déficit”, afirma Tadeu Vino, que também é coordenador do grupo de armazenagem da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

De acordo com um estudo da FAO, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação, o ideal é que os países tivessem capacidade para armazenar 120% de sua produção. No Brasil, este número representaria uma capacidade de 216 milhões de toneladas.

Fonte: Assessoria de Imprensa e resumido pelo blogueiro

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Previsão & cotações de 25/02/2013

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                                          Fonte; climatempo

Cotações

MS

R$ 91,50Boi Gordo - @
R$ 84,50Vaca Gorda - @
R$ 25,50Milho - sc 60kg
R$ 51,50Soja - sc 60kg
FONTE:

Chuvas recuperam umidade do solo na região de Dourados



Dados obtidos pelas Estações Agro meteorológicas da Embrapa Agropecuária Oeste e divulgadas pelo site Clima MS, revelam que a chuva acumulada nos meses de janeiro e fevereiro de 2013, na região de Dourados, foi de 219 mm. Essa quantidade de chuvas possibilitou a recuperação da umidade do solo na região que vinha sofrendo com deficiência hídrica continua desde julho de 2012.

A média anual de chuvas para esses dois meses na região é de 307 mm, ou seja, ainda existe uma necessidade de 88 mm de chuva que podem ocorrer ainda nos próximos oito dias de fevereiro. Os dados obtidos revelam que no mês de janeiro o valor médio esperado de chuvas era de 165 mm e o valor ocorrido de chuvas foi de apenas 77 mm, ou seja, 46% abaixo do esperado para o mês. Entretanto, até o dia 20 de fevereiro, já choveu na região uma média de 142 mm, atingindo o estabelecido pela média histórica mensal.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Ricardo Fietz, explica que desde o dia 13 de fevereiro, quando choveu 43 mm na região, houve uma recuperação da umidade do solo na região de Dourados, o que não acontecia há pelo menos seis meses. "As chuvas de fevereiro, que ocorreram até hoje (20) , elevaram a umidade do solo para condições ideais e que permanecem até o momento", disse Ricardo.

O solo da região de Dourados, que é predominantemente latossolo argiloso, apresenta boa drenagem interna. "Em geral, mesmo que chova muito, em apenas dois dias já é possível entrar com maquinário na lavoura e dar continuidade ao trabalho, devido às características do solo", destaca o pesquisador Rodrigo Arroyo Garcia.

Segundo ele, as chuvas de fevereiro, beneficiaram os produtores que já colheram a soja e plantaram o milho. "Os atuais índices de umidade do solo são favoráveis para o desenvolvimento inicial da cultura do milho, que foi plantado após a colheita da soja. Porém, quem ainda tem soja na fase da colheita pode enfrentar dificuldades, tanto por inicio da deterioração dos grãos nas plantas (caso as chuvas sejam constantes) quanto a trafegabilidade das colheitadeiras, que aumenta o risco de compactação do solo quando feito sob condições de umidade inadequada", alerta Arroyo.

Fonte: Embrapa adaptado e resumido pelo blogueiro