sábado, 23 de março de 2013

Empresa que vende 40 mil animais em único dia começa a operar em MS

A empresa que vende 40 mil cabeças de gado em um único leilão começou a operar esta semana em Mato Grosso do Sul. A Estância Bahia é a maior leiloeira de gado de corte do País e abriu em Campo Grande um escritório já tem confirmados dois certames com cerca de 11 mil animais.
Com o quarto maior rebanho de gado de corte do Brasil, com 21 milhões de animais, segundo o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), o Estado é visto como um ponto estratégico para a comercialização de gado. “Em um raio de 200 km de Campo Grande você consegue captar praticamente todo rebanho”, explica o parceiro comercial da Estância em MS, Rogério Rezende.
Dos três municípios com maior rebanho bovino em todo País, dois estão no Estado e um deles é vizinho da Capital. Ribas do Rio Pardo tem 1.147.142 animais, 0,8 de todo rebanho nacional, e Corumbá 1.700.651 cabeças, o que equivale a 1% do rebanho brasileiro, que é de 212 milhões. 
Ainda nas próximidades da cidade há Aquidauana, com 758 mil animais, Água Clara com outras 669 mil e Três Lagoas, com outros 657 mil exemplares.
Os mega leilões são uma tendência na pecuária brasileira, já que conseguem reunir muitos compradores em um único local, ajudando a diminuir os custos com infraestrutura, alimentação e logística no transporte do gado. A ideia é oferecer ao comprador um gado uniforme, com as mesmas características, idade e raça.
Rogério explica que localização do Estado é atrativo para mega leilões. (Foto: Vanderlei Aparecido)Rogério explica que localização do Estado é atrativo para mega leilões. (Foto: Vanderlei Aparecido)

A Estância Bahia é a maior leiloeira neste tipo de certame no Brasil e realiza em Água Boa (MT) a maior venda de gado de corte do mundo. No total, a empresa já vendeu 400 mil cabeças de gado de corte.
O pecuarista explica que o rebanho sul-mato-grossense de nelore é considerado de qualidade, já que concentra 80% do gado P.O. (Puro de Origem) brasileiro e isso é garantia de que os compradores poderão ter mais qualidade nos cruzamentos. Também ajuda e muito que os compradores estão nos vizinhos Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além de países do Mercosul.
“Nosso rebanho não é o maior, mas é um dos que tem maior qualidade de média”, explicou Rezende.
O primeiro agendado é no dia 7 de junho em Rio Verde de Mato Grosso, quando serão vendidas 5 mil cabeças, e a meta é que até o fim do ano sejam realizados mais 9 leilões.

Fonte: Campo Grande News e adaptado pelo blogueiro

Concorrência difícil



Uma nuvem preta, dessa que demonstra extrema preocupação, pairou sobre as cabeças de produtores de soja cujas lavouras estão localizadas na região fronteiriça entre Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: o avanço das lavouras de cana-de-açúcar. Como já ocorreu em outras regiões (em São Paulo a cana ‘expulsou’ o gado no oeste e os laranjais no centro), o avanço dos canaviais alavancou os preços dos arrendamentos de terra, tornando a concorrência com outras culturas, mesmo a soja,commodity altamente valorizada no mercado internacional, acirrada.

Na região de Alto Taquari, sudeste de Mato Grosso, o arrendamento para um hectare de cana-de-açúcar gira em torno de R$ 1500,00 por ano (ou 25 sacas de soja, a moeda tradicional de regiões produtoras de grãos), enquanto o arrendamento de um hectare para a própria soja atinge, no máximo, 15 sacas ou R$ 765,00 por ano, segundo produtores. “Nós [produtores de grãos] sentimos que estamos sendo espremidos pela cana”, desabafou o produtor Jurandir Vilela Pereira, de Alto Taquari (MT). “Se continuar assim vamos ter que sair”.



Segundo o agricultor, todos os anos a cultura de cana-de-açúcar ‘toma’ áreas de grãos. “A partir daí, por sete, catorze anos, não tem como estas áreas voltarem para o cultivo de grãos porque os contratos que os proprietários de terra fazem com as usinas são longos. E o que estamos vendo é que cada vez mais os donos da terra se rendem às usinas,elas pagam mais. Para o dono da terra é um bom negócio porque ele vai ganhar mais, mas para quem é sojicultor, não é nada bom porque você não tem como pagar o mesmo que a usina paga”, diz ele, que confessa não ter idéia de como enfrentar a situação. “Só se eu pegar toda a minha família e mudar para outra região, sem usinas”.

O produtor de soja Tiago Hinnah, proprietário da Fazenda ABC, localizada em Chapadão do Céu (GO), diminuiu a sua área de plantio nesta safra pelo mesmo motivo. “Não consegui arrendar a mesma área porque, sozinho, não consigo pagar o preço que a usina paga para o dono da terra”, explica. De acordo com ele, as áreas que ele perdeu para a cana foram arrendadas por 23 sacas de soja por hectare por ano. “Trabalhamos com 10 sacas a menos nesta conta”.

Experiência positiva no oeste

O que os agricultores estão vivenciando hoje nesta região, é comum, segundo o pecuarista Alfredo Ferreira Neves, de Araçatuba (SP), que já viveu situação parecida no passado, quando a cultura canavieira alcançou a região Oeste paulista e tomou conta dos pastos. “Nós nos adaptamos ao que era mais rentável, e a pecuária não nos rendia o que a cana poderia render. Foi uma questão de adaptar e diversificar as atividades: arrendamos nossas terras para as usinas sim, mas ninguém deixou de ser pecuarista por causa disto. Nós levamos o grosso do gado para outra região e a pecuária até rendeu mais”, diz ele.

Para Neves, a reclamação é legítima, mas soa mais como um susto e não como um problema de longo prazo ou ameaça para a soja. “É natural que o produtor se sinta incomodado, mas com o tempo, haverá o equilíbrio”, diz ele.

Quase dez anos após a cana-de-açúcar chegar ao oeste, os preços de arrendamentos na região, de acordo com oInstituto de Economia Agrícola (IEA) de São Paulo, são: R$ 1200,00 por hectare por ano para a cana e R$ 15,00 por cabeça por mês para o gado. “Tem que colocar na ponta do lápis o que rende mais e diversificar. Isso não quer dizer que você tem que deixar de investir no que gosta, mas abrir o leque das atividades para rentabilizar o negócio”, diz Neves. “Nunca no Brasil haverá monocultura”.

Na região central de São Paulo, tradicional pólo de produção de citros, os produtores trocaram laranja por cana. “A laranja está no vermelho, a cana dá lucro”, diz o citricultor Walter Valério Neto. Ao contrário da soja, uma boa produção de laranja é sinônimo de prejuízo, já que as indústrias não estão comprando matéria-prima. “Neste caso, a cana passou a ser a única alternativa rentável para o produtor rural desta região”, explica Marco Antonio dos Santos, presidente da Câmara Setorial da Laranja. “Não é o caso da soja, que tem lá fora um mercado em expansão, muito valorizado, e vem crescendo em ritmo acelerado”.


Crescimento



“Susto inicial”, como diz Neves, ou um problema real para os produtores de grãos, o fato é que os canaviais, sobretudo na região centro-oeste, são os que mais crescem no país. Os três Estados são considerados as novas fronteiras agrícolas da cana e concentram os investimentos mais recentes do setor, os greenfields. “Depois de alguns anos vivenciando crises econômicas, o setor sucroenergético voltou a crescer na safra 2011/2012, sobretudo nesta região”, afirma o diretor técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues. “Com a crise econômica de 2008, os investimentos cessaram e vimos a área agrícola envelhecer. A primeira ação para a recuperação, inclusive com incentivo do Governo Federal (o Plano Safra Anual de 2011/2012 teve incentivo específico para expansão das lavouras de cana) foi renovar a área agrícola e expandir os canaviais. Nestas regiões, mais precisamente”,
diz.

Fonte: Globorural e adaptado pelo blogueiro


sexta-feira, 22 de março de 2013

Caos logístico implica em prejuízos milionários para o setor


Os problemas de logística provocados por uma safra estimada em 185 milhões de toneladas e nenhum investimento em infraestrutura fazem com que os carregamentos de soja atrasem para chegar aos terminais de descarga nos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR). E as consequências imediatas já estão aparecendo: nesta semana, algumas empresas começaram a cancelar os contratos de compra com o Brasil, o preço mundial da soja caiu 4% e o custo de transporte da oleaginosa vinda do Mato Grosso, principal Estado produtor, até o porto, subiu 50%. Hoje, de acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Aplicada (Imea), já se pratica o valor de R$ 300 por tonelada transportada. No ano passado, no mesmo período, cobrava-se R$ 218 por tonelada.

No litoral paulista, as estradas que dão acesso ao terminal de descarga do Porto de Santos estão entupidas de caminhões. O congestionamento chegou a 27 quilômetros na rodovia Cônego Domenico Rangoni, sentido Guarujá, nesta quarta-feira (20/3), e a média de velocidade atingida pelas carretas foi de 1,6 km/h. Sérgio Mendes, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) explica que todos esses problemas também influenciam no preço do frete. “Os caminhoneiros levam quase doze horas para conseguir acessar o terminal e não podem sair da fila: não dormem, não comem. Isso eleva o custo, com certeza”, diz ele.

Mendes também cita que, do outro lado do porto, no mar, os navios das importadoras, algo em torno de 60 embarcações, estão aguardando para poder atracar e serem carregados com o grão. “Cada dia parado custa ao exportador US$ 20 mil”, afirma. Em Santos, alguns navios estão parados há 30 dias.

O executivo lembra, porém, que não é apenas a falta de investimento nas estradas e nos portos que estão prejudicando os embarques. “O tempo também não colabora. Com chuva, não há embarque de soja em nenhum porto”, diz.
Bolso furado -

Exportar está cada vez mais caro para o produtor rural e o fator que mais influencia na alta dos custos é a falta de investimentos em logística – estradas, hidrovias e portos. “É uma tragédia que foi anunciada faz muitos anos, e há fatores recentes que complicam ainda mais a situação e implicam na alta dos fretes, como a Lei 12.619. que reduz a jornada de trabalho dos caminhoneiros, e a MP dos Portos, que trata da modernização dos mesmos, mas vem provocando greves no setor em escala nacional”, diz Marcos Jank, consultor de agronegócios e bioenergia.

O consultor lembra que, com todos esses custos, o produtor rural brasileiro acaba pagando US$ 70 por tonelada de soja em comparação com produtores argentinos ou americanos. Sérgio Mendes, da Anec, ainda destaca outro fator: “Com os atrasos nos embarques da soja, Chicago corta o prêmio de US$ 18 por tonelada de soja brasileira comercializada e mais US$ 10 por tonelada na line-up dos navios, por dia”, diz ele. “Somente este prejuízo já justificaria qualquer investimento em infraestrutura”.
Paraná - No Porto de Paranaguá, a situação também é bastante complicada. Até quarta-feira (20/3), havia uma fila de 84 navios aguardando para atracar e uma fila de caminhões também se formava nas proximidades do local. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, por causa da chuva, o porto ficou 27 dias parado. Cada dia de atraso também custa US$ 20 mil para o exportador responsável pela venda.

Nos dois primeiros meses deste ano, foram embarcados 2 milhões de toneladas de grãos (soja e milho) por Paranaguá. A administração afirma que, se não fossem esses problemas de clima e logística, a quantidade exportada seria de aproximadamente 4 milhões de toneladas.
Governo - Célio Porto, secretário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) diz que o governo federal está buscando R$ 54 bilhões para investimentos em infraestrutura logística, através das obras do PAC, já anunciados pelo governo no ano passado. Os recursos, porém, têm um prazo de 25 anos.

O presidente da Anec diz que existem, desde 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, pelo menos dois estudos planejados de investimentos em hidrovias, a Teles Pires/Tapajós, que ligaria o Cerrado ao Porto de Santarém (PA) e a Tocantins, que permitira embarques de grãos produzidos na região Centro-Oeste pelo Porto de Itaqui (MA). “Mas nada disso saiu do papel desde aquela época”, lamenta.

Fonte: Estadão e adaptado e reformulado pelo blogueiro

PREVISÃO TEMPO MS 22/03/2013

                                          Fonte: climatempo

quinta-feira, 21 de março de 2013

Porto de Paranaguá ficou 27 dias parado somente neste ano


Corredor de Exportação só está conseguindo embarcar metade da média diária de 80 mil toneladas

O fluxo de chuvas no litoral do Estado do Paraná já deixou oPorto de Paranaguá, de janeiro até esta terça-feira (19/3), paralisado por 27 dias, seis horas e 24 minutos. Até o final de fevereiro, o Corredor de Exportação movimentou cerca de dois milhões de toneladas de grãos. Em março, segundo a superintendência dos portos, o volume escoado poderia ter sido o dobro do que foi embarcado até agora.
Com as constantes paralisações, o Corredor de Exportação que consegue embarcar uma média de 80 mil toneladas por dia – quando o tempo está seco – está embarcando menos da metade deste volume, o que atrasa bastante a liberação dos navios.

Na manhã desta quarta-feira (20/3), 73 navios aguardavam ao largo para carregar grãos em Paranaguá. No entanto, apenas quatro deles possuem carga completa e estariam aptos a embarcar. Outros 18 apresentam carga parcial e 53 não possuem carga. Entre os navios que não tem carga nominada, ocorrem duas situações: ou a carga ainda não chegou do interior, ou não foram sequer negociadas.

Além das chuvas, dificulta as operações o fato de o porto estar trabalhando no esocamento de soja e milho ao mesmo tempo, embora a previsão é de que, dentro de poucos dias, poderão dar vazão à soja desta safra.

Nos meses de janeiro e fevereiro, foram exportadas pelo Corredor de Exportação 2 milhões de toneladas de grãos, sendo 942 mil toneladas de milho, 512 mil toneladas de soja, 543 mil toneladas de farelo de soja e 31 mil toneladas de trigo. O volume é praticamente igual ao exportado no mesmo período do ano passado com destaque para as exportações de milho, que tiveram alta de 288%.




Fonte: Globo rural e adaptado pelo blogueiro

quarta-feira, 20 de março de 2013

Previsão & cotações agropecuárias de 20/03/2013

      Fonte: climatempo

Cotações 

 MS

R$ 94,00Boi gordo
R$ 87,00Vaca gorda
R$ 25,00Milho ao produtor
R$ 50,00Soja ao produtor
Fonte:

terça-feira, 19 de março de 2013

MS registra aumento de receita e volume nas exportações de milho



As exportações de milho em grãos no MS registraram aumento de 1.165,9% na receita no primeiro bimestre de 2013 em comparação com o mesmo período de 2012. Os dados foram divulgados pelo Sistema de Estatística de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat). Segundo o órgão, a receita passou de US$ 10,4 milhões para US$ 132,7 milhões.

O volume de vendas externas do grão pelo estado também registrou aumento, de 1.014,7%, passando de 40 mil toneladas para 446,2 mil toneladas. O Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (SIGA-MS), em nota divulgada no dia 15 de março, atribui o aumento das exportações à quebra de safra dos Estados Unidos, que resultou em maior demanda mundial.

Apenas o açúcar registrou queda, entre os líderes do ranking estadual de exportação. O produto passou de 200,1 mil toneladas para 175,3 mil toneladas, uma redução de 12,4% na quantidade. Na receita, a queda foi de 26,5%.Outros produtos do agronegócio também tiveram alta no volume e receita de comercialização externa. As vendas de celulose saltaram de 160,2 mil toneladas para 256 mil e resultou no aumento de 62,1% do faturamento das empresas exportadoras. A soja em grão registrou aumento de 37,2% na receita e 16,9% em volume. A carne desossada e congelada de bovinos teve aumento financeiro de 22,6% e de 33% em volume, passando de 13,8 mil toneladas para 18,4 mil toneladas.

Fonte de pesquisa: G1 e Estadão adaptado e resumido pelo blogueiro

segunda-feira, 18 de março de 2013

Previsão & cotações agropecuárias de 18/03/2013

                                           fonte: climatempo

Cotações


MS

R$ 94,00Boi gordo
R$ 87,00Vaca gorda
R$ 25,00Milho ao produtor
R$ 50,00Soja ao produtor
Fonte:

domingo, 17 de março de 2013

“Não podemos deixar a carne se tornar uma lagosta”

Os preços da carne bovina nos Estados Unidos podem aumentar até 10% no verão. Os principais produtores e vendedores se preocupampois a carne bovina poderá se tornar um item de luxo.


"Não podemos deixar a carne se tornar uma lagosta", relatou o presidente da Associação dos Pecuaristas de Iowa.


Os preços da carne bovina no varejo subiram, em média, U$2,20 por quilo desde 2007. Nos últimos dois anos o preço do boi gordo subiu 25,0%, pelo fato de o rebanho ter caído para os menores níveis nas últimas seis décadas. Enquanto isso a demanda por carne importada cresceu.


A Associação dos Pecuaristas de Iowa mostra a preocupação com a alta dos preços na carne bovina e uma diminuição da demanda devido à cotação elevada. Atualmente o rebanho norte americano é de 89,3 milhões de cabeças, menor nível desde 1952, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).


Uma rede de supermercados em Des Moines vende cortes de carne bovina por menos de US$4,00 por pacote para, segundo eles, manter viva a preferência dos clientes por carne bovina. O supermercado também tem comercializado a carne em porções menores, de 300g, ao invés dos tradicionais 450g.


A estratégia de reduzir o tamanho dos cortes é uma maneira de diminuir a percepção dos consumidores em relação ao aumento dos preços. Com isso parte da demanda permanece, apesar da redução do peso produto.


Devido ao aumento do preço da carne bovina ao longo da cadeia de produção, alguns restaurantes estão elevando o preço dos seus itens.


Alguns produtores relatam que a alta nos preços do milho elevou os custos de produção e isso os forçou a reduzir seus rebanhos. Isso, somado à boa demanda por carne, gera elevação de preços. Além disso deve-se considerar acompetição do milho para produção do etanol


"A carne bovina está em risco de se tornar um item de luxo", relata um produtor.


Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a população, nos últimos quarenta anos, aumentou mais do que a produção de carne bovina. Isto diminuiu a disponibilidade per capita de carne bovina. Veja a figura 1.







Sinais de enfraquecimento da demanda por carne bovina têm aparecido nas últimas semanas.


As carnes de suíno e de frango, concorrentes da carne bovina, têm um ciclo de produção muito mais curto e preços atraentes.


Em alguns sistemas de produção os suínos, do nascimento ao abate, levam 100 dias. As aves, em média, 40 dias. Isso mostra que realmente sistemas com "giros" mais rápidos podem recuperar suas perpectivas em um curto prazo.


Na carne bovina, um ano com poucos investimentos e diminuição dos nascimentos gerará reflexos nos anos seguintes, enquanto em aves e suínos os reflexos serão observados com maior rapidez.


Os preços da carne de frango atingiram níveis recordes em 2012, mas, mesmo assim, ficaram mais baratas do que os cortes de carne bovina no varejo, segundo o USDA.


Redes varejistas relatam vendas crescentes de carne de frango. Restaurantes tradicionais por seus pratos à base de carne bovina já incluíram opções com carne de frango e peixe em seus menus.


Mas muitos clientes prometem continuar a consumir carne bovina mesmo com preços elevados.


Nos últimos anos, a causa do grande aumento na demanda e nos preços da carne bovina norte-americana veio das exportações. Em alguns países, consumir carne norte-americana é sinal de status.


No final de 2012 houve uma redução da demanda externa por carne bovina. As exportações,que aumentaram 30% em 2011, caíram 12,0% no ano passado, também devido aos níveis recordes dos preços do gado no segundo semestre de 2012.


Os varejistas americanos sabem que a resistência aos preços mostrada pelos clientes no Japão, México, Coréia do Sul e Canadá podem facilmente aparecer no mercado doméstico.


O varejo tem trabalhado com cortes menores, mais econômicos, para alavancar as vendas e ajudar a manter a preferência dos clientes por carne bovina.


Segundo o USDA, em 2012 a média anual da carne bovina no varejo foi de US$10,33 por quilo, um aumento de 19,7% em relação à média anual de 2007, que foi de US$8,30 por quilo. Veja a figura 2.





Podemos notar que os preços da carne realmente estão aumentando e, com um menor rebanho nos EUA, a tendência é que as cotações subam mais. Entretanto, os preços vão depender de como a população vai reagir ao aumento dos preços e como vai se comportar a demanda.


Fonte: Des Moines Register Journal. Por Dan Piller. 16 de fevereiro de 2013.


Tradução, adaptação e comentário de Antônio Guimarães, engenheiro agrônomo e analista júnior da Scot Consultoria.

e reformulado pelo blogueiro