sábado, 30 de março de 2013

Cálculo de ração para bovinos: tecnologia de precisão ajuda confinadores


Essa é uma face da pecuária moderna a ser apresentada este ano no simpósio Confinar 2013


Uma solução para melhorar o gerenciamento alimentar, acoplado ao misturador de rações, permite a comunicação constante com os responsáveis pelo confinamento bovino através de informações enviadas por internet sem fio (wireless) aos proprietários, nutricionistas, veterinários ou administradores, por exemplo. Essa é uma face da pecuária moderna a ser apresentada este ano no simpósio Confinar 2013, que irá reunir produtores do Brasil e do exterior, principalmente da América Latina, em Campo Grande, nos dias 9 e 10 de maio.

A exemplo do ano passado, a empresa Digi-Star levará a tecnologia do TMR Tracker aos congressistas. O objetivo é garantir eficiência na alimentação de bovinos de corte, com a precisão dos medidores eletrônicos e de forma econômica, evitando desperdício ou a falta de nutrientes. “Os produtos são desenvolvidos para apoiar os produtores que buscam se adaptar tecnologicamente para extrair maiores lucros de suas atividades”, informa Ronan Ferreira, gerente de vendas da Digi-Star.

A empresa, aliás, aposta na intensificação da pecuária para aumento da rentabilidade. “É uma tendência que os produtores não pode mais ignorar”, enfatiza a Digi-Star em comunicado de sua assessoria. Além do TMR Tracker, a companhia mostrará aos produtores rurais outras soluções de medição que melhorem o desempenho agrícola, do preparo do solo à pesagem dos animais, passando pelo plantio dos grãos (para o pecuarista que produz a própria ração), colheita e alimentação dos bois em confinamento.

Fonte: Confinar adaptado e reformulado pelo blogueiro

sexta-feira, 29 de março de 2013

Abate de bovinos sobe 16% em Mato Grosso do Sul


O abate de bovinos totalizou 334 mil cabeças em fevereiro deste ano em Mato Grosso do Sul, com alta de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram abatidos 287 mil bovinos. É o que mostram as informações da Superintendência Federal de Agricultura do MS (SFA/MS), apresentadas no Informativo Casa Rural, elaborado pela equipe técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Sistema Famasul).
Para a assessora técnica do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, um dos prováveis motivos deste aumento é a mudança do perfil do produtor, que está aderindo ao Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (SLPF). “O criador está diversificando sua produção através do SLPF e, dentro deste contexto, é possível que tenha optado por descartar os animais com menor produtividade, passando a produzir o mesmo volume em área menor. Esta ação comprova a profissionalização do setor”, complementa Adriana.
Apesar deste aumento, o volume abatido em fevereiro é 11% menor que as 381 mil cabeças de bovinos abatidas em janeiro deste ano.
Em relação ao mercado externo, números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que em fevereiro deste ano, MS ampliou a negociação de carne bovina com outros países, passando de 23 para 26 compradores.
“Este aumento de países na nossa lista de importadores é benéfico, porque diminui a vulnerabilidade de compradores específicos”, assinala a assessora técnica.
A Rússia continua sendo o principal comprador da carne bovina in natura do MS, com 3,163 mil toneladas, respondendo por 33,75% das exportações Estado.
MS exportou 9,3 mil toneladas em fevereiro deste ano, com aumento de 45% frente o mesmo período do ano passado, quando as negociações externam acumularam 6,4 mil toneladas. Atualmente, MS ocupa a quarta posição no ranking nacional de exportadores de carne bovina, com participação de 12,36%, atrás de SP, GO e MT.
O Informativo Casa Rural Bovino de Corte é elaborado pela Unidade Técnica do Sistema Famasul. O objetivo da publicação é fornecer ao produtor rural informações precisas e atualizadas sobre o andamento do mercado pecuário no Mato Grosso do sul.
Fonte: Famasul adaptado e reformulado pelo blogueiro.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Abate de bovinos sobe 8% em 2012 e bate recorde



O abate de bovinos em 2012 foi o maior desde 2007, com alta de 8% em relação a 2011, informou ontem (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto aponta a redução dos preços nos mercados interno e externo e o aumento das exportações como as principais causas que elevaram o número para 31,118 milhões de cabeças, superando os 30,713 milhões de cinco anos antes.

A pesquisa também mostra que o abate de bovinos no quarto trimestre de 2012 foi o maior desde o início da série histórica, em 1997, com 8,186 milhões de animais. O trimestre teve aumento de 1,7% ante o terceiro trimestre, e de 11,1% em relação ao último trimestre de 2011.

Apesar da alta nacional no ano passado, o Nordeste foi a única região em que o abate caiu (-0,3%), resultado que foi puxado principalmente pelas diminuições de 24,5% em Pernambuco e de 11,5% no Ceará. Já o Centro-Oeste elevou o abate em mais de 1,4 milhão de bovinos, ampliando a participação na produção nacional de 36,5% para 38,5%. A evolução fez cair a participação das outras regiões, mesmo que todas tenham tido altas: Norte (aumento de 220.072), Sudeste (elevação de 413.799) e Sul (crescimento de 191.621).

A pesquisa também mostrou que o abate de suínos cresceu pela sétima vez seguida em 2012, com 35,980 milhões de cabeças, o que representa 3,2% de acréscimo. A produção se concentra principalmente no Sul. A região foi responsável por 65% da produção nacional, com destaque para Santa Catarina, com 24,8% do total brasileiro, seguida pelo Rio Grande do Sul (18%) e Paraná (16%).

Na contramão, o abate de frangos caiu 0,9% com o aumento dos insumos de produção (milho e soja). A retração foi a segunda em dez anos, antecedida pela do ano de 2009, impactado pela crise financeira internacional. Na comparação do último semestre de 2012 com o último de 2011, houve queda de 3,3%. Liderada pelo Paraná, a Região Sul é a maior produtora nacional de frangos, com 58,6% do total nacional.

Fonte:Agência Brasil adaptado e reformulado pelo blogueiro

quarta-feira, 27 de março de 2013

Infraestrutura Atrapalha a Incrível Capacidade no Aumento da Produção de Grãos



O desequilíbrio existente entre a incrível capacidade de aumento de produção e produtividade dos pesquisadores, agricultores, pecuaristas e agroindustriais brasileiros e a possibilidade do País de fazer escoar tal produção é incalculável. Nada surpreendente.

Na semana passada, tínhamos em Paranaguá, segundo o site de controle da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), 16 navios atracados, mais de 100 ao largo e outros 22 aguardados para as próximas 48 horas. A grande maioria para carregar soja e milho, particularmente a oleaginosa.

Alguém faz ideia do que são cem navios graneleiros em espera? Vamos colocar uma média (baixa) de 35 mil toneladas de capacidade por navio – estamos falando de três milhões e meio de toneladas de grãos. Sabem quantas carretas (tudo bem, uma parte deste produto segue por ferrovia) seriam necessárias para transportar este volume? Para facilitar a conta vou usar 35 toneladas por carreta (média alta – estamos mais para 30…): cem mil caminhões, ou melhor, cem mil viagens. E a frota, escassa, tem que ir ao porto e voltar ao interior para dar conta do recado – só que ela vai e fica na fila… Enquanto isto os armazéns abarrotam. É preciso dizer mais alguma coisa?

Diz-se que o grupo chinês Sunrise cancelará a compra de quase 2 milhões de toneladas de soja do Brasil devido aos atrasos nos embarques provocados pelo congestionamento nos portos. Duvido que seja tudo isto – a China está com estoques baixos de soja e os EUA não têm volume excedente para exportar. A safra argentina só começa a ser colhida e está bastante compromissada. Acontece que os preços vêm caindo sistematicamente com a certeza de uma grande safra no Brasil. Com isto, quem comprou a preços altos fica com as cartas na mão para renegociar contratos. E isto não é ilegal ou amoral – se o exportador não consegue embarcar no prazo contratual, tem que pagar uma penalidade, que não é pequena e, passado o período de extensão, pode ter o contrato cancelado, renegociado ou ainda pagar por danos! Entre outras coisas tem o custo do navio parado, em espera – uma cadeia de problemas.

Vamos parar por aqui. Não vamos falar do caos que também enfrentamos no complexo portuário de Santos (muito bem, agravado pelas chuvas que atrasam os embarques), nem nas condições de transporte, seja no interior deste nosso Brasil, seja em Cubatão (mais fácil para nós aqui em São Paulo enxergarmos isto), onde 20 quilômetros até Conceiçãozinha são percorridos em 12 horas.

Por isto nosso título assustador. De que adianta bater recordes de produção e produtividade, se todo o potencial de ganhos vai embora em função de nossa pobre infraestrutura e logística? Alguém me responda, por favor!

Previsão do tempo - 27/03/2013

                                          Fonte:climatempo

segunda-feira, 25 de março de 2013

Fila nos portos eleva preço do frete em MS



O tempo de espera dos motoristas nas filas dos Portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) elevou o valor pago pelo transporte da tonelada de soja de R$ 120 para até R$ 200 em Mato Grosso do Sul. A estimativa da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul) é de que o congestionamento nos portos cause aos produtores rurais do Estado um prejuízo de R$ 2 por saca da soja (60 kg).

Segundo engenheiro agrônomo do Sistema Famasul, Lucas Galvan, a logística das commodities precisa de um planejamento de longo prazo. Ele avia que é necessária uma atitude imediata, para que nos próximos anos os produtores não sofram os mesmo problemas. “O prazo de instalação de um porto dura em torno de sete anos, até entregá-lo em perfeitas condições de uso”, lamenta.

Com as dificuldades logísticas, parte da produção da safra 2012/13 de Mato Grosso do Sul ficará retida no Estado, segundo a Famasul. Isso poderá provocar aumento da oferta de produto, diminuindo consequentemente seu preço. E caso a soja não seja totalmente exportada até o início da colheita do milho safrinha poderá ultrapassar seu limite de armazenagem.

A preocupação também afeta o presidente da Associação dos Produtores de Soja (AprosojaMS), Almir Dalpasquale, que remete o prejuízo dos produtores do Estado à ineficiência logística do Brasil. “Em março iniciaram os embarques da soja. Se não houver liberação dos navios que estão ancorados, haverá impacto também na safra do milho”, destaca.

“É uma pena chegarmos nesse nível após tantos anos alertando quanto aos problemas de logística. É uma perda para nação e não só para os produtores”, enfatiza Dalpasquale, referindo-se ao cancelamento da compra da soja brasileira pelos chineses, justamente devido às dificuldades logísticas brasileiras.

De acordo com os dados da Famasul, em 2012 aproximadamente 75% do volume da soja d o Estado foi exportado via Paranaguá e Santos, condição que deve se repetir no escoamento desse ano. Os portos de São Francisco do Sul (SC), Vitória (ES) e São Luís (MA) respondem pelas demais 25% da soja escoada pelo Estado.

Previsão & cotações agrícolas de 25/03/2013

                                          Fonte: climatempo

Cotações 

 MS

R$ 94,00Boi gordo
R$ 87,00Vaca gorda
R$ 25,00Milho ao produtor
R$ 50,00Soja ao produtor