sábado, 6 de abril de 2013

Embrapa lança novo inoculante líquido para soja



Desenvolvido em parceria com a empresa Biagro do Brasil, o inoculante líquido BIAGRO NG permite maior flexibilidade para realizar a inoculação da soja na semente com até 15 dias de antecedência ao plantio, além dos benefícios econômicos e ambientais próprios da tecnologia.

O novoinoculante possui uma formulação especial, com protetor natural de bactérias de alta compatibilidade, que permite aplicação na semente por até 15 dias antes da semeadura. “É um produto que proporciona mais facilidade ao produtor, pois permite preparar a operação de plantio com maior antecedência do que os produtos atualmente disponíveis no mercado”, explica o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Cattelan.

O processo de fixação biológica do nitrogênio na cultura da soja é uma prática altamente sustentável do ponto de vista ambiental e econômico. “As bactérias do gênero Bradyrhizobiumprestam um importante serviço ambiental, pois fixam o nitrogênio da atmosfera, disponibilizando o mesmo para as plantas e assim dispensando a aplicação de fertilizantes nitrogenados na soja. O uso da fixação biológica do nitrogênio faz do um Brasil um exemplo para o mundo na adoção de agricultura de baixa emissão de carbono”explica a pesquisadora Mariangela Hungria, líder da equipe que trabalhou no desenvolvimento da nova tecnologia.

“O desenvolvimento desse novo inoculante é um exemplo de como a parceria público-privada pode trazer benefícios para o Brasil. Trabalhamos juntos no processo de desenvolvimento da tecnologia e o maior beneficiado é o produtor, que terá à sua disposição um produto de uso mais prático, que permite planejar com mais antecedência sua operação de plantio”, destaca Rubens José Campo, diretor técnico da Biagro do Brasil.

Saiba mais sobre a fixação biológica do nitrogênio -Para a cultura da soja a inoculação das sementes é uma prática indispensável para fornecer o nitrogênio (N) que a soja necessita através de uma simbiose. A bactéria do gênero Bradyrhizobium inoculada nas sementes infecta as raízes da soja, via pelos radiculares, formando os nódulos e, no seu interior, ocorre o processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN).

A FBN é recomendada para todas as áreas cultivadas com soja no Brasil e resulta em uma economia anual de mais de 14 bilhões de reais por safra para os agricultores brasileiros ao dispensar o fertilizante nitrogenado na adubação da soja.Além da economia com adubos nitrogenados, a tecnologia também facilita o sequestro de carbono e contribui para minimizar problemas ambientais associados aos fertilizantes nitrogenados, como a poluição de rios, lagos e lençóis freáticos e os gases de efeito estufa.

Os inoculantes devem ter eficiência agronômica comprovada e estar registrados no MAPA. O mercado oferece inoculantes líquidos e turfosos. Para ambos é fundamental seguir rigorosamente as orientações descritas pelos fabricantes.

A Embrapa Soja tem uma linha de pesquisa focada no desenvolvimento de inoculantes para a cultura da soja e mantém parceria com empresas privadas para o desenvolvimento de novas formulações que atendam as condições específicas de clima e solo do Brasil. Os processos envolvendo a produção e a comercialização dos produtos são de responsabilidade dos parceiros.

Além do lançamento do inoculante, a Embrapa e Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa realizam uma homenagem aos produtores que participaram do processo de validação da cultivar BRS 360RR, cultivar de soja lançada em fevereiro deste ano, que está conquistando os produtores. Recomendada para as regiões 201, 202 e 204 (PR, SP e MS - do Norte e Oeste do Paraná ao Centro Sul e Sudoeste de Mato Grosso do Sul), a cultivar vem se destacando em função do ciclo e índices de produtividade. A inovação em relação a seu lançamento foi o envolvimento de produtores e técnicos, que puderam testar em primeira mão a nova cultivar. Foram implantadas Lavouras Expositivas, junto a produtores rurais, em 22 pontos nas regiões onde cultivar é recomendada. A homenagem representa um agradecimento pelo apoio no processo de inovação tecnológica.

Fonte: EMBRAPA adaptado e resumido pelo blogueiro

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CNA defende medidas para viabilizar crescimento da atividade leiteira



O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, defendeu nesta quinta-feira (4/4) a implementação de medidas para fortalecer a produção primária leiteira, possibilitando o aumento de produtividade e a geração de mais renda aos pequenos produtores. A lista de ações inclui prioridades como projetos de melhoria da qualidade de leite, capacitação técnica de produtores, qualificação de mão de obra, inovação tecnológica, assistência técnica, controle de resíduos contaminantes, defesa sanitária e políticas de crédito. O tema foi discutido em audiência pública, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado, que debateu propostas para fortalecer a cadeia produtiva do setor lácteo brasileiro.

Segundo Alvim, com estas e outras iniciativas, os pequenos pecuaristas leiteiros, que respondem por 80% do total de produtores, mas detêm parcela de apenas 26% da produção, têm condições de dobrar a oferta de leite em suas propriedades nos próximos anos. Hoje, o Brasil é o quarto maior produtor mundial de leite, com volume próximo dos 33 bilhões de litros por ano, o equivalente a 5,6% do que é produzido mundialmente. Atualmente, 25% dos estabelecimentos rurais no País estão na atividade. “Os pequenos produtores poderão ampliar sua oferta rapidamente, saindo de 50 litros para 100 litros diários, inserindo-se na atividade e obtendo mais renda para sustentar suas famílias”, destacou.

Alvim falou, também, sobre as ações que a CNA e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) vêm desenvolvendo para proporcionar a expansão da atividade leiteira. Uma delas é o projeto Produção de Leite de Qualidade, desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com foco na capacitação de produtores para atender aos padrões de qualidade estabelecidos na Instrução Normativa (IN) 62 . “Não há como permanecer no mercado sem investir em qualidade”, ressaltou.

Em relação às questões sanitárias, uma das prioridades da entidade é o controle de resíduos contaminantes e de doenças como a brucelose e tuberculose bovina, para que o Brasil volte a conquistar novos mercados no setor lácteo internacional e ampliar o consumo no mercado interno. Alvim lembrou que a assistência técnica é outra demanda do setor, defendida recentemente pela presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, junto à presidente da República, Dilma Rousseff.

Outro desafio para o setor primário da produção é a qualificação de mão de obra. Na avaliação de Rodrigo Alvim, este é um dos principais gargalos, diante da escassez de trabalhadores qualificados e do aumento do salário mínimo, o que acaba gerando mais custos e compromete a rentabilidade da atividade.

A mão de obra é um dos itens de maior peso no custo de produção da atividade, juntamente com os preços dos insumos usados na alimentação dos animais. Apesar dos custos menores em relação ao ano passado, o representante da CNA afirmou que a redução das despesas será fator decisivo para o aumento da produção. Enquanto a produtividade média no Brasil é de 4,6 litros/animal/dia, na Argentina este índice é de 9,8 litros/animal/dia. “A maioria das nossas 32 milhões de vacas ainda passam fome. Se alimentarmos todo nosso rebanho, dobraremos a produção brasileira”, acrescentou.

O presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA reforçou, também, a necessidade de linhas de crédito a juros baixos, para que o setor primário possa investir em infraestrutura dentro da sua propriedade, a partir da aquisição de tanques de refrigeração na ordenha da produção.

Participaram da audiência pública o secretário de Política Agrícola - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Neri Geller, o presidente da Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (ABPMCEL), José Carnielli, a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Elizabeth Nogueira Fernandes, e o analista de Mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Gustavo Beduschi.

Previsão do tempo & cotações agropecuárias de - 05/04/2013

                                          Fonte: climatempo

Cotações

 MS

R$ 94,00Boi gordo
R$ 85,00Vaca gorda
R$ 20,00Milho ao produtor
R$ 46,00Soja ao produtor
Fonte:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Análise mostra que 99,54% das carnes estão dentro dos padrões



Os resultados do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), divulgados nesta quarta-feira (3/4) pelo Ministério da Agricultura, mostram que 99,54% das 14.596 amostras de carnes analisadas em laboratório estavam dentro dos padrões. A maioria das amostras teve 100% de aprovação. O programa, que verifica a eficácia dos sistemas de controle de resíduos adotados pelas indústrias nos produtos destinados ao mercado interno e externo, analisou porções de carnes bovina, suína, equina, de aves e de avestruz, além de leite, mel, ovos e pescado.

O ministério anunciou, por meio de nota, que, no caso de análises que apresentaram índices inadequados de resíduos ou contaminantes, a Defesa Agropecuáriaverificará as possíveis causas das não conformidades e vai requerer das indústrias a adoção de medidas dequalificação de produtores rurais e educação sanitáriapara atendimento às boas práticas de uso de remédios veterinários na produção animal.



As análises levam em consideração as recomendações do Codex Alimentarius (fórum internacional de regularização de alimentos), que são estabelecidas pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) e Mundial de Saúde (OMS). Todos os estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) participam de sorteios semanais para coleta de fragmentos que são examinados no âmbito do programa de controle de resíduos, até mesmo os frigoríficos habilitados a emitir certificados sanitários internacionais.











Fonte: Ministério da Agricultura adaptado e resumido pelo blogueiro

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Principais indicadores do mercado do Boi – ABRIL/2013




O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,06%, nessa segunda-feira (01/04) sendo cotado a R$99,23/@. O indicador a prazo foi cotado em R$100,17.

A partir de 2/jan/12 o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.





O indicador Esalq/BM&F Bezerro registrou desvalorização de 1,49%, cotado a R$749,42/cabeça nessa segunda-feira (01/04). A margem bruta na reposição foi de R$887,88 e teve valorização de 1,18%.



Na segunda-feira (01), o dólar foi cotado em R$2,02 com valorização de 0,24%. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,30% sendo cotado a US$49,17. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.






O contrato futuro do boi gordo para Maio/2013 teve desvalorização de R$0,24 e foi negociado a R$96,46.



No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$96,60. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$2,63 e sua variação teve baixa de R$0,06 no dia. Confira a tabela abaixo.



Fonte: Cepea, intercarnes,beefpoint,Esalq,ESALQ/BM&FBovespa, Bacen, adaptado e reformulado pelo blogueiro

Americanos começam a comprar empresas brasileiras de ração




Holding busca fortalecer posição no mercado internacional e quer mais quatro fábricas





A norte-americana HJ Baker&Bro anunciou na manhã desta quarta-feira (3/4), em São Paulo (SP) que comprou duas empresas brasileiras de nutrição animal, a Fanton Nutrição Animal, de Bauru (SP) e a sul-matogrossense Rumiphos, localizada em Paranaíba. A estratégia visa atender a meta que o grupo tem de posicionar-se em novos mercados como China, África e Brasil, onde a companhia está há cerca de um ano, mas o valor do negócio não foi revelado.

Francisco Olbrich, presidente da holding no Brasil, o País hoje ocupa uma posição importantíssima para a HJ Baker&Bro. “Nossa estratégia é comprar unidades eficientes, com baixo custo operacional e que atenda mercados regionais”, explica. Estas regiões seriam Goiás, Tocantins, região e Nordeste. Olbrich não revelou dados, mas pode ser que novas unidades já estejam sendo negociadas nestas regiões.



De acordo com ele, os negócios contínuos da empresa no Brasil incluem os rebanhos bovinos de corte e leite,equinos, aquicultura (peixes e camarão) e ovinos. “Estes setores, principalmente equinos, também é um mercado ascendente no Brasil, é muito interessante”, diz.



O setor leiteiro está no foco da holding, mas as tecnologias, que vêm da Alemanha, devem chegar nos próximos meses no país, possivelmente com uma nova marca. “O negócio de ração tem que ser diversificado, não podemos ter apenas um portfólio. Uma unidade fabril tem capacidade de produzir produtos para vários segmentos”. A avicultura e suinocultura, áreas em que a companhia atua fortemente nos Estados Unidos, ainda não é foco da empresa no Brasil.


Olbrich acredita que a pecuária nacional está passando por uma profunda mudança e o pecuarista brasileiro está mudando a forma de pensar o seu negócio. “A nutrição animal é chave do negócio e os sistemas de confinamento estão aumentando consideravelmente no país”, afirma. “O mercado nos dará uma resposta imediata”.

Com as duas aquisições, a HJ Baker&Bro terá a capacidade total de 60 mil toneladas de ração por ano. Segundo Olbrich, a expectativa de crescimento da empresa em 24 meses no Brasil é de 50%, quando a empresa deve alcançar 10% do mercado nacional. De acordo com o executivo, juntas, as duas empresas compradas têm um faturamento acima de R$ 20 milhões. No ano passado, o faturamento global do grupo alcançou US$ 332 milhões.


Fonte: revistagloborural  adaptado e reformulado pelo blogueiro

Consumo doméstico aumentará oferta de carne no Brasil


Estimativa do Mapa aponta que 82,7% da carne bovina produzida no país abastecerá mercado interno em dez anos


Apesar do aumento das exportações brasileiras de carnenos últimos anos, estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam que o principal fator para o crescimento desse tipo de produção no Brasil será o mercado interno. O estudo foi elaborado pelaAssessoria de Gestão Estratégica da pasta (AGE/Mapa).


O consumo de carne de frango pelos brasileiros previsto para este ano será de 68,3% do total produzido no país, enquanto esses percentuais para bovina e suína serão de 84,8% e 85,4%. A previsão aponta que na safra de 2022/2023 o consumo interno não apresentará mudanças significativas, passando o consumo de frango para cerca de 59%, o de produtos de origem bovina para 82,7% e, de suína, 84%.


“Embora o Brasil seja, em geral, um grande exportador para vários desses produtos, o consumo interno é predominante no destino da produção. Continuaremos entre os principais exportadores e consumidores de carne do mundo nos próximos anos”, afirmou o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques.

A expectativa é que a produção nacional de carne de frango passe de 13,2 milhões de toneladas na safra atual para até 23,7 milhões de toneladas em dez anos, o que representa alta de 79,2%. No caso da bovina, deve passar de 8,4 milhões de toneladas para até 13,6 milhões de toneladas (61,5% de aumento), enquanto a suína pode aumentar de 3,3 milhões de toneladas para até 5,3 milhões de toneladas (+56,2%).

Fonte: Mapa adaptado e reformulado pelo blogueiro

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Previsão & cotações agropecuárias de - 01/04/2013

                                          Fonte:climatempo

Cotações

 MS

R$ 94,00Boi gordo
R$ 87,00Vaca gorda
R$ 21,00Milho ao produtor
R$ 47,50Soja ao produtor
Fonte: