sexta-feira, 26 de abril de 2013

Balança comercial do agronegócio nesse primeiro trimestre



No primeiro trimestre de 2013 as exportações do agronegócio somaram US$20,57 bilhões, aumento de 6,0%, na comparação com o mesmo período de 2012, quando foram exportados US$19,41 bilhões. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compiladas pela AgroStat.
No mesmo período de 2013 as exportações brasileiras totais somaram US$50,84 bilhões, queda de 7,7% frente ao mesmo intervalo de 2012.
As importações de produtos do agronegócio foram de US$4,28 bilhões nos últimos três meses, enquanto o total comprado pelo Brasil, considerando todos os setores, foi de US$55,99 bilhões.
A balança comercial geral ficou negativa em US$5,15 bilhões até março. Considerando apenas o agronegócio houve superávit de US$16,29 bilhões, resultado 8,0% maior que no ano anterior.
Fonte: Scot Consultoria adaptado e reformulado pelo blogueiro

Rússia suspende importação de tripas do Brasil



O serviço de Defesa Agropecuária da Rússia, o Rosselkhoznadzor, suspendeu a partir desta quinta-feira (25/4) a importação de tripas produzidas por alguns frigoríficos brasileiros devido à presença de resíduos de ractopamina, um indutor de crescimento utilizado na ração dos animais.

O Rosselkhoznadzor informou ter detectado a presença de resíduos em intestino (tripa) do estabelecimento de SIF 862 (do JBS, situado em Goiânia) e carnes bovinas das plantas de SIF 504 (do Friboi, em Ituiutaba - MG), de SIF 421 (doMinerva, em Barretos - SP) e de SIF 4400 (do JBS em Campo Grande). As plantas a partir de agora estão sob controle laboratorial rígido.

O Rosselkhoznadzor afirmou que o secretário brasileiro de Defesa Agropecuária, Enio Marques, garantiu que a partir de dezembro do ano passado seriam adotadas medidas para atender os requisitos do mercado russo, incluindo a ractopamina. Os russos lembram que a Defesa Agropecuária assegurou que ractopamina utilizada na alimentação do rebanho bovino é proibida no Brasil.

Embora a nota divulgada pelo Rosselkhoznadzor cite apenas o controle rígido aos produtos dos quatro frigoríficos citados, no site da instituição consta que o embargo se estende a outras empresas. A informação é de que estásuspensa temporariamente as importações das plantas de SIF 1001 (BFR, em Rio Verde - GO), de SIF 3047 (Marfrig, em Mineiros - GO), de SIF 3062 (Marfrig, em Rio Verde - GO), de SIF 431 (do Minerva em Palmeiras de Goiás (GO); e de SIF 3181 (JBS - Naviraí - MS).

O Ministério da Agricultura não esclarece o assunto argumentando que não foi informado oficialmente pelo Rosselkhoznadzor, mas que mesmo assim recomendou à fiscalização que suspenda a emissão de novas guias para embarques de tripas para o mercado russo.

Em relação ao possível embargo de duas cargas de carnes pela União Europeia no porto de Roterdã, por causa da presença de bactérias, a Defesa Agropecuária informa que não tomou conhecimento oficial do assunto.



Fonte: Estadão adaptado e reformulado pelo blogueiro

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Previsão e cotações agropecuárias de 26/04/2013

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                                          Fonte: climatempo

Cotações

 MS

R$ 96,00Boi gordo
R$ 87,50Vaca gorda
R$ 18,00Milho ao produtor
R$ 45,80Soja ao produtor
Fonte:

Transporte de soja e milho sofre com alta no valor dos fretes



O transporte da soja e do milho sofreu com pressões de alta nos valores dos fretes. Cerca de 13% das rotas analisadas tiveram incremento do preço na faixa de 15% a 20% e, em 25% dos trajetos houve acréscimo entre 0,1% e 5%. Os números estão registrados no boletim mensal de março de 2013 do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-LOG), da Universidade de São Paulo (USP).A necessidade de escoar o milho colhido na safrinha 2011/12 e na safra 2012/13 para liberar espaços nos silos e armazéns para estocagem da soja pressionou o preço do transporte rodoviário para o cereal. Houve também forte demanda doméstica pelo produto, originada no consumo dos setores de avicultura e suinocultura, além do aumento das exportações. De acordo com o Serviço de Comércio Exterior (Secex), em fevereiro deste ano, as exportções chegaram a 2,29 bilhões de toneladas, enquanto que, no mesmo mês de 2012, o volume fechou em 276,55 milhões de toneladas.Sobre a soja, a faixa de maior inflação no mercado de fretes nacional concentrou-se em 20% das rotas analisadas pelo Grupo Esalq-LOG, subindo os preços entre 0,1% e 5% e, 9% dos transportadores aumentaram a cobrança entre 5% e 10%.A demanda por transporte da própria colheita da soja pulverizou a frota e resultou na escassez de veículos, ocasionando alta do frete em março frente ao verificado em fevereiro. As condições das rodovias e dos acessos aos terminais portuários também foram fatores limitantes na precificação do frete.As exportações de soja ficaram abaixo do registrado nos dois anos anteriores. No entanto, há a expectativa de que sejam superados os patamares de fluxos passados para o mercado externo nos meses de abril e maio.

Tanto para o milho como para a soja, a expectativa é a de que novos aumentos aconteçam. O cenário que pressionará os preços do frete engloba o avanço da colheita, a lei 12.619, que regulariza as horas de trabalho do motorista e o aumento do valor do combustível.
Fertilizantes
O mês de março foi um mês típico das movimentações de fertilizantes no primeiro semestre do ano, com preços de fretes estabilizados em sua maioria. No entanto, ocorreram alguns reajustes negativos, principalmente em função da redução dos volumes movimentados.
As principais dificuldades durante março ficaram concentradas na segunda quinzena, principalmente por conta das filas nas regiões portuárias de Santos e Paranaguá.
Em relação às importações de fertilizantes no mês de fevereiro, houve crescimento expressivo de 35,8% sobre o mês de 2012, segundo Associação Nacional para Difusão de Adubos.
Para o mês de abril, espera-se um cenário similar ao período anterior, sem grandes alterações no mercado de fretes de fertilizantes. No entanto, as filas nos portos e a indisponibilidade de caminhões podem trazer reajustes positivos aos valores de fretes do insumo, bem como a utilização de novas rotas. Um ponto forte a ser observado é a concorrência pelo serviço de transporte com grãos nos estados produtores do Centro-Oeste em relação ao frete de retorno.
Fonte: ESALQ adaptado e reformulado pelo blogueiro

mercado de reposição no MS segue com ajustes pontuais

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, os preços dos animais de reposição no Mato Grosso do Sul tiveram ajustes pontuais na última semana. O boi magro (12 arrobas) manteve sua cotação estável em R$1.180 por cabeça. O bezerro desmamado (5,5 arrobas) também não sofreu alteração nos preços e está cotado em R$740 por cabeça.

Já o garrote (9 arrobas) e o bezerro de ano (7 arrobas) valorizaram 1% e 1,2%, respectivamente, cotados em R$1.000 e R$830 por cabeça.

Para os próximos dias, a expectativa é de manutenção de preços devido ao mercado estar equilibrado.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entidades pedem garantia de preço mínimo do milho no MS



Preocupados com o mercado do milho em Mato Grosso do Sul, diante da perspectiva de excedente na produção estadual, com a previsão de colheita recorde na safra 2012/13, a Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Sistema Famasul), a Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado (Aprosoja/MS) e a Organização das Cooperativas Brasileiras no MS (OCB/MS) solicitaram a intervenção do Governo Federal, por meio dos instrumentos previstos no Programa de Garantia do Preço Mínimo (PGPM).


O PGPM foi lançado em 1966 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e prevê a aquisição de produtos agrícolas que devem ser armazenados de forma segura e eficiente, para coibir desvios e manter a qualidade e quantidade dos produtos a serem lançados futuramente no mercado.


O mercado do milho apresenta excedente de produção devido às boas perspectivas da safrinha de milho, baixo consumo relativo e o déficit da armazenagem no Estado. Esta grande disponibilidade do grão já pressiona os preços pagos aos agricultores. “A tendência é de maiores quedas nas cotações do grão quando estiver próximo da colheita da safrinha”, ressalta o diretor executivo da Aprosoja/MS, Lucas Galvan.


De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção da primeira safra de milho em MS atingiu 369,6 mil toneladas, a previsão é de que o milho safrinha totalize na atual temporada 6,235 milhões de toneladas. O estoque referente à produção do ano passado era de 350 mil toneladas.


Com isso, o total de milho disponível no mercado soma 6,954 milhões de toneladas. Como o consumo interno em 2013 deve ficar na ordem de 1,5 milhão de toneladas, o saldo excedente é de 5,45 milhões de toneladas.


Atualmente, a saca de milho está cotada a R$ 18, em média, no Estado. De acordo com Galvan, a média está acima do preço mínimo estabelecido por lei, que é R$ 17,46. Entretanto, com a evolução da safra, que tem perspectiva recorde, o valor tende a ser negociado em torno de R$ 15 a saca daqui pra frente.


Fonte: Famasul e adaptado pelo blogueiro

Principais indicadores do mercado do boi segundo Esalq/BM&F, Bacen e outros – 24-04-2013

Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,03%, nessa segunda-feira (22) sendo cotado a R$100,50/@. O indicador a prazo foi cotado em R$101,28.
A partir de 2/jan/12 o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.

 Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização de 0,32%, cotado a R$781,34/cabeça nessa segunda-feira (22). A margem bruta na reposição foi de R$876,91 e teve valorização de 0,23%.

Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (22), o dólar foi cotado em R$2,01 com desvalorização de 0,32%. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,35% sendo cotado a US$49,88. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.

 Fechamento do mercado futuro em 22/04/13
O contrato futuro do boi gordo para Mai/13 teve valorização de R$0,31 e foi negociado a R$97,53.

Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para mai/13
 Atacado da carne bovina
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$97,19. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$3,32 e sua variação teve baixa de R$0,03 no dia. Confira a tabela acima
. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
OBS:
- Quanto menor o Spread, menor é a margem bruta do frigorífico.
- Quanto maior o Spread, maior é a margem bruta do frigorífico.
Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
*Spread: é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo.





Crise no consumo atormenta suinocultura



Mesmo com a queda nos preços da soja e do milho no último trimestre – que reduziu o custo da ração –, a rentabilidade do setor segue ameaçada. O quilo de suíno vivo voltou a ficar abaixo de R$ 3, conforme monitoramento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), de São Paulo, e da Associação Paranaense de Suinocultores (APS). Em algumas regiões do Paraná, o preço pago ao produtor está abaixo de R$ 2,50. A desvalorização ocorre em plena entrada do inverno, período de mercado aquecido.

Neste ano a sazonalidade não tem funcionado. A queda nos preços do produto foi acelerada com o embargo imposto pela Ucrânia no mês passado. O país, um dos principais clientes internacionais do Brasil, alega que os frigoríficos brasileiros têm problemas sanitários de produção. Especialistas, autoridades e participantes do mercado rebatem a decisão do cliente. Sustentam que o país é referência em qualidade da carne e inspeção.

“O jogo da Ucrânia é o jogo russo. Se há plantas específicas com problemas sanitários, não se deve embargar as compras de um país inteiro”, argumenta Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo consultoria. Apesar do fracasso diplomático, ele diz que haverá insistência. “Mandar carta e missão para a Rússia ou Ucrânia não resolve o problema do Brasil. Eles [clientes] nunca dizem o que deve ser feito. Precisamos ser mais eloquentes. Pressioná-los e descobrir exatamente o que querem. Se preciso, devemos acionar a OMC [Organização Mundial do Comércio] ou o que for”, defende.

Consumo doméstico

Com as vendas embargadas para dois dos principais compradores internacionais – Rússia e Ucrânia –, resta ao Brasil direcionar o volume de carne excedente para o mercado interno. O problema é que o apetite da população nacional segue enfraquecido. Para este ano, a expectativa é de que o consumo per capita caia 2,4% em relação a 2012. Em média, cada brasileiro deve comer 14,6 quilos de carne suína.

Para o criador e ex-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Rubens Valentini, o país precisa esquecer o mercado russo e concentrar seus esforços na ampliação do consumo doméstico. Ele esteve em visita a Rússia recentemente e conta que há fortes investimentos sendo feitos tanto em granjas já existentes como em novas plantas. “Eles querem aumentar o rebanho e a produtividade, que ainda é muito baixa”, afirma.