sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dia da Independência sem carne bovina no Brasil



Um grupo de produtores rurais do Mato Grosso do Sul lançou nesta quinta-feira, dia 6, a Semana da Dependência. O movimento, que buscará a adesão de agropecuaristas de todo o Brasil, paralisará o fornecimento de carne bovina para as indústrias, desabastecendo os estoques do país dentro de sete dias a partir de seu início, já que aproximadamente uma semana é o período máximo de armazenagem do alimento dentro do frigorífico. O objetivo do protesto é chamar a atenção do poder público para as demandas do setor produtivo, entre elas o fim das demarcações de terras indígenas, que têm causado insegurança jurídica aos proprietários rurais.

A organização da Semana da Dependência garantiu, através de texto publicado na página do manifesto na rede social Facebook, que a mobilização será pacífica e não prejudicará de forma alguma a produção rural do país, rejeitando possibilidades como depredação de bens públicos ou o trancamento de rodovias. A ideia é conquistar a opinião pública para obter mais apoio à causa.

O alimento escolhido para representar a paralisação dos produtores foi a carne bovina, embora o convite esteja feito também aos avicultores e suinocultores. "Por conta de algumas características particulares de cada tipo de alimento e suas maneiras de produção e estocagem, não são todos que se prestam, com alguma facilidade, à consecução do objetivo pretendido", diz o texto elaborado pelos agropecuaristas. Segundo eles, o armazenamento no atacado da carne bovina "é caro e limitado". A rotatividade da carne bovina do abate do gado ao consumo acontece dentro de um período de 4 a 6 dias em média. "Em uma semana, o estoque nacional vai de pleno a quase zero se o abate cessar", explicam os pecuaristas.

Semelhante a esta ação, durante o governo do então presidente da República José Sarney, em 1989, foi decretado confisco de gado gordo de propriedades que tivessem mais de 500 reses. O movimento não teve adesão em massa pela forma rudimentar com que foi divulgado, dificuldade que deverá ser superada neste embargo pela facilidade proporcionada pelos meios de comunicação modernos.


Mobilizados, os produtores rurais pretendem redigir uma lista de todas as demandas do setor para ser enviada Governo Federal, que serão consequentemente benéficas para sociedade, como entendem os organizadores da Semana da Dependência, como o barateamento dos alimentos nos supermercados.
A paralisação no abate de gado de corte começará no dia 20 de agosto e seguirá até o dia 20 de setembro, evidenciando a falta de carne bovina nos açougues durante o feriado do Dia da Independência, 7 de setembro. "Vai ser atingida a meta de fazer o cidadão normal, brasileiro, parar diante do balcão e se perguntar o porquê de pagar R$ 15 ou R$ 18 por um quilo de costela", projetam os líderes do movimento.
Segundo os agropecuaristas, mesmo que o governo estude uma saída para a situação através da importação de carne, não há tempo hábil para fazê-lo de modo a suprir toda a demanda nacional e, ainda assim, o preço será muito alto, trazendo prejuízo ao invés de solução.
O movimento será divulgado nacionalmente no dia 14 de junho de 2013, quando haverá um manifesto já declarado pelos produtores em nível nacional.
Carne bovina no Brasil O Brasil abate anualmente 40 milhões de cabeças de gado, produzindo 9,4 milhões de toneladas de carne bovina. Do total, 82%, ou 7,52 milhões de toneladas, são usados para abastecer o mercado interno. O brasileiro consome atualmente uma média de 40 quilos de carne bovina per capita ao ano.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

2013 confinamento deve recuar 3% em MS, GO, RO, TO,MG e SP



Em meados de abril o Minerva Foods realizou a 1ª pesquisa relativa ao confinamento de bovinos no Brasil. Os estados pesquisados foram: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia.

De acordo com a pesquisa, o volume de gado confinado deve diminuir 3% este ano. Na variação por estado, as maiores retrações foram observadas onde os preços do boi gordo estão com mais deságio em relação a SP (com o diferencial mais aberto), como GO e MG.

A principal crítica dos pecuaristas se refere aos preços firmes de boi magro, uma vez que a expectativa era de queda diante da maior oferta de gado para reposição. Além disso, a curva futura do boi gordo na BM&F, sem atrativo para o 1º giro do confinamento, também é um ponto de atenção.

Por outro lado, a queda nas cotações de milho e soja é positiva para o custo da engorda. A colheita da 1ª safra de milho já está praticamente terminada e a perspectiva é de uma safrinha recorde, o que favorece ainda mais os custos do confinamento.




Entretanto, essa incerteza quanto aos preços dos insumos, além da dificuldade na compra do boi magro, afetaram a distribuição entre 1º e 2º giros.
Primeiro, esse atraso diminui o volume do 1º giro e aumenta o do 2º giro. Em segundo lugar, muda também a distribuição do 2º giro com vendas mais espaçadas entre os meses. Por último, reduz o interesse por ferramentas de gestão de risco, como a venda de futuros ou contratos a termo, o que pode ser prejudicial lá na frente.

O cenário é desafiador para o confinador, mas com o fim da safra a perspectiva é de alta nos preços do boi gordo. Na confirmação do cenário dos insumos, as contas do confinamento devem melhorar.

Fonte:Minerva Foods adaptado e reformulado pelo blogueiro

Previsão & cotações Agropecuárias MS de 05/06/2013


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Fonte: Climatempo

Cotações  - MS

R$ 91,00Boi gordo
R$ 83,50Vaca gorda
R$ 22,00Milho - sc 60kg
R$ 54,50Soja - sc 60kg

Fonte:

terça-feira, 4 de junho de 2013

Produtor rural é humilhado por índios no Mato Grosso do Sul

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Veja entrevista no vídeo dada pelo produtor antes da decisão de deixar sua casa a mercê dos indígenas.


“Eles fazem terror psicológico, ficaram a noite toda em movimentação ao redor da casa, tocando tambores e fazendo barulho, pra ninguém dormir”. A frase é do proprietário rural Nilton Carvalho da Silva Filho, 59 anos, que abandonou no primeiro dia de junho, a sede da Fazenda Esperança depois de resistir por duas noites às ameaças de invasão por parte de índios terena.

Essa foi a segunda sede de fazenda invadida em menos de 30 dias, no Estado, aumentando o impasse entre índios e produtores rurais. Dessa vez, cerca de 80 índios terena pintados para a guerra, e armados com lanças e arcos e flechas, ocuparam a sede da fazenda que fica no distrito de Taunay, no município de Aquidauana - distante 130 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul.

Nilton deixou a fazenda com a esposa Mônica Alves Corrêa Carvalho da Silva, 56 anos. Os dois foram obrigados a passar por um corredor polonês formado pelos índios. Enquanto o casal deixava sua casa para trás os índios dançavam e soltavam fogos de artifício, em comemoração.

domingo, 2 de junho de 2013

É obrigatório georreferenciar área rural em usucapião



É necessário georreferenciamento para identificar imóveis rurais objetos de ação de usucapião. Esse foi o entendimento da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, em recurso relatado pela ministra Nancy Andrighi. A corte acolheu o pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul e determinou que os autores apresentem no juízo de primeiro grau o memorial descritivo georreferenciado. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul havia indeferido a solicitação da Promotoria.




De acordo com a relatora, o princípio registral da especialidade impõe que o bem imóvel, para efeito de registro público, seja plenamente identificado a partir de indicações precisas de suas características, confrontações, localização e área. Essa individualização do terreno é necessária para conferir segurança às relações judiciais e obrigatória para efetivação de registro em qualquer situação de transferência de imóvel rural, conforme previsto no parágrafo 4º do artigo 176 da Lei de Registros Públicos.




A ministra acrescentou que o parágrafo 3º do mesmo artigo estipula que "nos autos judiciais que versem sobre imóveis rurais, a localização, os limites e as confrontações serão obtidos a partir de memorial descritivo assinado por profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo Incra, garantida a isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja somatória da área não exceda a quatro módulos fiscais".




Informações precisas




Para a relatora, todas essas normas foram editadas com o intuito de especificar o conteúdo e evitar o surgimento de efeitos indesejados em descrições imobiliárias vagas e imprecisas. Por isso, a norma do artigo 225 da mesma lei determina que, em processos judicias, os juízes façam com que "as partes indiquem, com precisão, as características, as confrontações e as localizações dos imóveis".




“Dessa forma, conclui-se que, tratando-se de processos que versam acerca de imóveis rurais, a apresentação de sua descrição georreferenciada, por meio de memorial descritivo, ostenta caráter obrigatório, constituindo imposição legal relacionada à necessidade de perfeita individualização do bem”, escreveu Nancy Andrighi.

A ministra reiterou que a completa e perfeita descrição do imóvel é necessária não só para efeitos práticos do exercício do direito de propriedade, mas principalmente para atender aos pressupostos registrais. Segundo ela, não resta dúvida de que o caso julgado se amolda à hipótese de incidência do artigo 225, parágrafo 3º, da Lei de Registros Públicos, ou seja, "autos judiciais que versam sobre imóveis rurais". Assim, constatado que o acórdão recorrido afastou a exigência imposta pela lei, a corte seguiu o voto da relatora para reformar a decisão do tribunal gaúcho e determinar a obrigatoriedade da apresentação de memorial georreferenciado no juízo de primeiro grau.




Fonte: STJ resumido e adaptado pelo blogueiro

Gerente do frigorífico Minerva, prevê alta de até 8% nos abates em 2013

Segundo gerente da área de mercado da Minerva Foods, Fabiano Tito Rosa, O abate de bovinos no Brasil deverá crescer entre 7 e 8 por cento em 2013 na comparação com 2012.O aumento de abate reflete o momento favorável do mercado, com consumo doméstico sustentado dando ao setor a possibilidade de garantir margens. "Além disso, as exportações estão firmes", afirmou. Rosa alegou ainda que houve forte recuperação de margem. Em 2013, já voltou a patamares anteriores, com margens mais ajustadas, mas ainda é boa, durante um evento promovido pela BM&FBovespa e o Ministério da Agricultura em São Paulo.
Sondagem realizada junto a participantes do evento apontou que o abate de bovinos deverá somar 38,5 milhões de cabeças em 2013.
Em relação ao mercado externo, o executivo ponderou que o Brasil segue competitivo em relação aos concorrentes.
Cálculo do Minerva Foods indica que o preço pago pelo boi gordo está entre 14 e 15 por cento mais baixo se comparado aos valores praticados na Austrália e Estados Unidos. Normalmente, o valor da arroba do boi gordo representa 80 por cento do custo de produção da carne. Ele observou que a Austrália recuperou parte de sua competitividade recentemente, após uma seca no país que levou os pecuaristas locais a elevar o abate, aumentando a oferta.
O executivo afirmou que isso se trata de uma situação pontual por conta da questão climática. Segundo ele, a Austrália acabou entrando em outros mercados, como a China, que pagam menos.
Levantamento do Minerva indica ainda que o Brasil elevou participação no mercado global de carne bovina no primeiro trimestre para 28 por cento, ante 23 por cento em igual período do ano passado. As exportações têm puxado, vê-se um crescimento no acumulado dos últimos doze meses. O Brasil está ganhando market share.
Com relação ao avanço da concentração na indústria frigorífica do Brasil, Tito Rosa afirmou que a empresa ainda não vê concentração expressiva no setor. Ele estima o abate dos três maiores frigoríficos do Brasil em cerca de 11 milhões de cabeças, ou cerca de 30 por cento do total abatido anualmente no país. Segundo ele, esse processo de concentração ganhou força depois das aberturas de capitais, a partir de 2007.
De acordo com Tito Rosa, não se vê influência da concentração do setor na formação de preço. São os desequilíbrios de oferta e procura que continuam formando os preços no físico.
Fonte: Reuters resumido e adaptado pelo blogueiro