sexta-feira, 12 de julho de 2013

Semana da Dependência vai em busca de apoio nas redes sociais



Criado no dia 06 de junho deste ano, a página oficial do movimento já possui 1.529 "curtidas", que indicam a quantidade de pessoas que apoiam a iniciativa.

Em um dos posts publicados destaque para um texto que teve mais de 50 compartilhamentos:

Confira:

"O produtor não vai deixar de movimentar nada, o boi é que vai viver mais 1 mês. Se isso por si só causa instabilidade no mercado, é hora da sociedade rever seus conceitos e tomar partido positivamente nas questões agrarias e exigir das autoridades mais respeito por quem alimenta a sua família.

O governo brasileiro vem dirigindo a política agropecuária, de uma forma que parece que ele faz o alimento nascer nas prateleiras dos supermercados. Precisamos modificar esse pensamento distorcido, as pessoas na cidade precisam saber como funciona realmente a cadeia produtiva do alimento que termina no seu prato".

Paralisação

A paralisação no abate de gado de corte começará no dia 20 de agosto e seguirá até o dia 20 de setembro, evidenciando a falta de carne bovina nos açougues durante o feriado do Dia da Independência, 7 de setembro.

Siga nos no Twitter=>@jlmmattos

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Plano safra financiará aquisição de silos bag



O Plano Safra 2013/14 passa a financiar a aquisição de silos bag para o armazenamento de grãos em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) o financiamento foi disponibilizado em momento propício devido a demanda por armazenamento no Estado e o acréscimo na estimativa de produção do milho safrinha do atual ciclo, que subiu de 6,6 milhões para 6,9 milhões de toneladas.

O silo bag que consiste em um bolsão de lona plástica, onde o produtor pode armazenar seus grãos estão disponíveis no mercado com tamanhos variados, que vão de 1,8 a 3,6 metros de diâmetro e 30, 60 ou 90 metros de comprimento, sendo que a dimensão mais comum no Brasil corresponde a 1,8 por 60 metros.

O financiamento desse tipo de silo está entre as alterações do Plano Safra 2013/14 em relação ao anterior no que diz respeito ao Manual de Crédito Rural (MCR), que também aumenta o limite de financiamento de R$ 800 mil para R$ 1 milhão, por produtor a cada safra, com taxas de juros de 5,5%.

De acordo com diretor executivo da Aprosoja/MS, Lucas Galvan, o financiamento para aquisição de silo bag auxiliará os agricultores que não têm em suas propriedades a capacidade de armazenamento suficiente para sua produção, mas deve haver precaução quanto aos custos e sua real necessidade. “O ideal é que os produtores invistam em estruturas de armazenamento, observando a viabilidade da aquisição. O investimento em conjunto entre agricultores pode ser uma excelente alternativa”, afirma o diretor.

Os valores para o financiamento estão disponíveis aos produtores desde o dia primeiro de julho. Os agricultores do Estado deverão optar pela linha de financiamento que melhor se adequar aos seus interesses e contexto econômico.

Para o diretor secretário da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Ruy Fachini, o silo bag deve ser uma alternativa provisória. “Esse tipo de armazenagem é válida apenas como alternativa paliativa ao problema de armazenagem no Estado, mas o financiamento proporciona uma nova alternativa”, afirma Fachini que junto com outras entidades busca opções de melhores condições para a agricultura. “Para evitarmos transtornos com a armazenagem de grãos, exigimos frequentemente do Governo Federal a melhoria dos portos e das estradas, ações que podem direcionar melhor o investimento do produtor”.

No total o Plano Safra 2013/2014 disponibiliza aos produtores de Mato Grosso do Sul o valor de R$ 3,4 bilhões, 31,05% a mais que no ciclo passado, podendo ser investidos tanto em agricultura familiar quanto empresarial.

Grãos – Em Mato Grosso do Sul a capacidade estática de armazenamento de grãos é de 7,72 milhões de toneladas. E mesmo com 408 mil toneladas do milho safrinha já colhidos, o Estado ainda conta com 20% da soja do ciclo 2012/13 nos armazéns.

Nas informações do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA), elaborado pelos técnicos da Aprosoja/MS, consta que 6% da área destinada ao milho safrinha já foram colhidos, o equivalente a 85 mil hectares que produziram em torno de 408 mil toneladas, com números de produtividade maiores que os esperados.

Fonte: Famasul adaptado e resumido pelo blogueiro

Previsão MS de 10/07/2013

                                          Fonteclimatempo

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ultrapassaram os US$ 100 bilhões na safra 2012/13 as exportações do agronegócio



Recorde também nas vendas do primeiro semestre do ano, que somaram US$ 49,57 bilhões

As vendas internacionais do agronegócio brasileiro ultrapassaram, pela primeira vez na história, a cifra dos US$ 100 bilhões de dólares anuais. O Brasil exportou o montante de US$ 100,61 bilhões em produtos agropecuários durante a safra 2012/13 (entre julho de 2012 e junho deste ano), o que representou crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período da safra anterior. O superávit comercial do setor também atingiu um novo recorde, somando US$ 83,91 bilhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 8 de julho, pela Secretaria de Relação Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa).

“O setor mostra mais uma vez porque é fundamental na economia brasileira. O resultado deve-se ao crescimento das vendas externas dos principais complexos agropecuários, como carnes e sucroalcooleiro, e principalmente de cereais, que aumentaram 115% no período”, afirmou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. Em relação aos cereais, destaque para o aumento de 211,5% das vendas de milho, que passaram de 8,47 milhões de toneladas na safra 2011/12 para 26,44 milhões de toneladas na temporada 2012/13.

As exportações também bateram recorde no primeiro semestre deste ano, alcançando US$ 49,57 bilhões, incremento de 10,7% em relação às vendas do primeiro semestre de 2012 (US$ 44,78 bilhões). O superávit do período chegou a US$ 41,26 bilhões. “Este resultado confirma o quanto o agronegócio tem sido importante para a balança comercial do Brasil, já que, no período, foi registrado um déficit global de US$ 3 bilhões, o que significa que os demais setores tiveram um déficit de US$ 44,3 bilhões”, explicou o ministro.

Ainda de acordo com Antônio Andrade, nos primeiros seis meses do ano, as vendas somadas de soja em grão, açúcar e milho apresentaram altas significativas, somando US$ 21,67 bilhões, o que significou uma expansão de US$ 4,96 bilhões em relação ao mesmo período de 2012. O resultado deve-se as 13,5 milhões de toneladas de grãos a mais embarcadas no período.

Em relação aos principais compradores, destaque para as exportações destinadas à China, que atingiram o montante recorde de US$ 13,02 bilhões entre janeiro e junho deste ano, crescimento de 21,8% em relação aos US$ 10,69 bilhões obtidos no mesmo período de 2012. Com o resultado, a China ultrapassou a União Européia pela primeira vez como maior mercado importador de produtos do agronegócio brasileiro no primeiro semestre do ano.

Fonte: MAPA adaptado e resumido pelo blogueiro

Siga nos no Twitter=>@jlmmattos

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Queda de 1,6% nas vendas de máquinas agrícolas, no mês de junho



As vendas de implementos agrícolas em junho caíram 1,6 por cento na comparação com maio, mas avançaram 26,2 por cento sobre o mesmo período de 2012, somando 7.365 unidades, disse a associação que representa as montadoras.

No acumulado do primeiro semestre, as vendas somaram 41.137 unidades, crescimento de 29,5 por cento sobre a primeira metade do ano passado, disse a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A indústria produziu 48.377 máquinas de janeiro a junho deste ano, volume 15,8 por cento maior que no mesmo período de 2012.


Considerando apenas junho, a produção correspondeu a 8.332 unidades, queda de 2,2 por cento sobre maio. Na comparação com junho de 2012, houve crescimento de 31,3 por cento na produção de máquinas do mês passado.

O setor exportou 290,47 milhões de dólares em junho, 27,8 por cento acima do volume vendido ao exterior um ano antes. As vendas externas de máquinas no mês passado, porém, caíram 3,1 por cento na comparação com maio.

No semestre, a indústria exportou 1,69 bilhão de dólares, 5 por cento acima do mesmo período de 2012. Em unidades, as exportações de junho corresponderam a 1.261 máquinas, queda de 1,6 por cento sobre maio e alta de 3,2 por cento sobre junho do ano passado.

O setor acumulou, no primeiro semestre, queda de 18 por cento no número de unidades exportadas, totalizando 7.055 unidades.

Siga nos no Twitter=>@jlmmattos

Previsão MS de 08/07/2013

                                          Fonte:climatempo

domingo, 7 de julho de 2013

Milho e soja: análise de mercado



Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerram o pregão com cotações mistas nesta quarta-feira. O contrato de primeiro vencimento, julho encerrou em alta de 5,50 cents/bushels cotado a US$ 6,7825 por bushel. O contrato com vencimento dezembro encerrou estável, a US$ 5,0275 por bushel.

As expectativas de estoques mais apertados no curto prazo dão sustentação ao contrato de primeiro vencimento, que já acumulam valorização na semana de 13,75 cents/bushel. Enquanto os demais vencimentos acumulam queda na semana, pressionados pelo bom desenvolvimento da safra dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, os dados da Administração de Informação de Energia (EIA) dos EUA informaram que os estoques de etanol na semana encerrada em 28 de junho diminuíram 5,2%, para 15,4 milhões de barris. Segundo EIA, é o menor volume desde o início dos registros, iniciados em 2010. Os números refletem ainda mais a expectativa dos traders de que a demanda para o cereal por fabricantes de etanol se mantém firme, podendo pressionar ainda mais os preços no curto prazo.

Os dados de compra do maior consumidor global de milho, também corroboraram para o sentimento do mercado de demanda mais aquecida. A China comprou três carregamentos do cereal dos Estados Unidos, elevando para um total de compras do produto norte-americano para 2,8 milhões de toneladas neste ano. O carregamento foi comprado por cerca de 272 dólares por tonelada (CIF), ou 65,20 dólares por toneladas mais barato que a oferta doméstica, segundo o Centro de Informações de Grãos e Oleaginosas da China. (Reuters).

As projeções da consultoria privada Informa Economics divulgadas hoje, mostrou que os agricultores norte-americanos devem colher 14,259 bilhões de bushels (362,18 milhões de toneladas) de milho em 2013. No ano passado, os EUA colheram 10,78 milhões de bushels. A produtividade também apresentou um avanço nesta safra. Segundo Economics, a produtividade do milho deve ficar em 160 bushels por acre, com base em uma área colhida de 89,135 milhões de acres. (Fonte: A&E/Informa).

Os contratos futuros do cereal negociados na Bolsa Brasileira (BM&F) encerram em alta nesta quarta-feira, impulsionados pela alta do dólar frente ao real e pela preocupação dos traders, de que haverá novos atrasos nos escoamentos do grão no mercado interno, com as paralizações dos caminhoneiros em vários estados do Brasil. O contrato com vencimento em julho subiu 0,19%, cotado a R$ 25,28/saca de 60 quilos.

Outro fator que tem preocupado o mercado interno são as condições das lavouras no Estado do Paraná. Segundo informações do DERAL, a safrinha de milho no estado já apresentam perdas, mas ainda não é possível mensurar o número exato, pois boa parte das áreas estavam em estágio de maturação e pré-colheita. Além da perda de qualidade, as condições de escoamento do cereal pelos produtores paranaenses tem tirado o sono de quem embarca o grão por Paranaguá. Os embarques pelo porto estão em média com 60 a 70 dias de atraso, além do custo do frete que subiu mais de 2 dólares/ton em uma semana.

O Indicador de preço disponível do milho ESALQ/BM&F, posto Campinas, São Paulo, fechou em queda de 9 centavos, cotado a R$ 26,07/saca de 60 quilos
.
SOJA



Na bolsa de Chicago, mesmo com o pregão tendo terminado mais cedo, em função do feriado do dia da Independência norte-americana amanhã, os principais futuros de soja fecharam em alta. O contrato julho/13 se mantém firme em virtude do descompasso entre forte demanda e pouquíssima oferta, e assim encerrou em alta de 10,50 cents, avaliado em US$ 15,8350/bushel, se aproximando ainda mais do já não tão distante US$ 16,00/bushel. O agosto/13 subiu 7,75 cents, encerrando em US$ 14,4125/bushel. Por sua vez. O novembro/13 se recuperou das últimas quedas e fechou em alta de 8,25 cents, cotado em US$ 12,5075/bushel, tendo atingido US$ 12,5550 por bushel, na máxima.

Por aqui, de acordo com análise da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, a produção agrícola do país, na safra 2013/14 pode sofrer severas perdas motivadas pela incidência das pragas da lagarta armígena, da “mosca branca" e da” ferrugem asiática", que como já escrevemos aqui tiveram forte impacto na produtividade de algumas regiões produtoras de soja. O presidente da Comissão pede intervenção do governo a fim de reduzir os riscos aos produtores. O maior medo é que a lentidão na resolução do problema causada pela burocracia brasileira impeça a liberação dos novos defensivos agrícolas a tempo.

No Piauí, apesar de a soja continuar sendo o principal produto da pauta exportadora do Estado, as exportações tiveram forte queda ante o ano passado. De janeiro a maio, foram enviadas 43.880 toneladas de soja, 30 p.p abaixo do verificado no mesmo período de 2012.

No pregão desta quarta-feira, os principais futuros de soja na bolsa brasileira fecharam em leve alta. O contrato com vencimento agosto/13 terminou em alta de 4 cents, avaliado em US$ 31,93/saca de 60 kg, após atingir na máxima US$ 31,95/sc. Já o novembro/13 terminou em alta de 6 cents, cotado em US$ 27,92/sc. Vale ressaltar que o dia foi de baixíssimo volume já em função da sessão mais curta nos Estados Unidos. Mesmo deve ocorrer no pregão de amanhã.

O Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA encerrou cotado em US$ 30,91/saca de 60 kg, ante os US$ 31,13/sc, da última terça-feira

Siga nos no Twitter=>@jlmmattos