sexta-feira, 19 de julho de 2013

Chuvas à vista



Os preços do milho caíram ontem para o menor patamar em mais de uma semana na bolsa de Chicago, pressionados pela perspectiva de clima mais favorável para o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em dezembro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam em baixa de 1,25 centavo, a US$ 5,0075 por bushel. Analistas ouvidos pela Bloomberg disseram que os mapas climáticos reforçaram a previsão de chuvas e temperaturas mais baixas a partir do fim de semana em partes do cinturão agrícola americano recentemente afetadas pelo tempo seco e quente, o que aliviou os temores de perdas de safra. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho posto em Campinas recuou 0,04%, para R$ 24,35 por saca.

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 16 de julho de 2013

Não serão prejudicadas lavouras da safrinha de milho esta semana com as chuvas



Uma nova frente fria irá se formar no final desta semana no Sul do Brasil, levando chuvas mais generalizadas às regiões produtoras de milho do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, haverá novas interrupções nos trabalhos de colheita, mas diferentemente de junho, essas chuvas não trarão danos à cultura, até porque serão chuvas rápidas e de baixa intensidade. E mesmo com o avanço de uma massa de ar polar no final de semana e, consequentemente, a queda nas temperaturas, não haverá danos aos milharais, pois não haverá formação de geada. Com o tempo seco dessa última semana, os trabalhos de colheita do milho se mantiveram em ritmo acelerado em todas as regiões produtoras do Brasil.

No Mato Grosso, o percentual de área colhida esta em 38%, valor um pouco abaixo do observado no mesmo período do ano passado, que era de 41%. Em Goiás, 30% das áreas já foram colhidas, enquanto no ano passado esse valor era de 32%. Porém, em ambos os Estados, o que se observa são índices de produtividade muito bons, superando em algumas localidades as estimativas
iniciais de produtividade.

Entretanto, em algumas propriedades da faixa oeste do Mato Grosso, como Sapezal e Campo Novo do Parecis, algumas lavouras vêm apresentando reduções nos índices de produtividade, por causa das chuvas do começo do mês. Mas como são casos pontuais, não haverá prejuízos à
produção estadual.

No Paraná, apesar da longa paralisação nos trabalhos de colheita referente às chuvas de junho, o percentual de área colhida está em 12%, um valor um pouco abaixo do valor registrado no mesmo período do ano passado que era de 14%. Com o avanço da colheita, algumas áreas vêm apresentando reduções significativas nos índices de produtividade, pois essas áreas foram drasticamente afetadas pelas chuvas de junho, sendo que em algumas lavouras as perdas chegam próximas dos 100%, uma vez que foram totalmente alagadas.

Mas de certa forma, a produção paranaense de milho 2 safra será boa esse ano, com perdas que não deverão ultrapassar os 5%. Apenas a qualidade dos poderá sofrer um perda maior devido ao excesso de umidade, consequentemente uma maior porcentagem de grãos ardidos.

Essa mesma situação está sendo observada no Mato Grosso do Sul, onde com 15% das áreas colhidas no Estado, às perdas nos índices de produtividade com as chuvas não ultrapassam aos 5%, porém, o percentual de grãos ardidos é um pouco maior. Mas com a volta do tempo seco nesses últimos dias, a condição das lavouras melhorou muito, retomando as boas perspectivas para a safra esse ano no Estado. As informações partem do boletim semanal divulgado pela Somar Meteorologia.

Fonte: Globo Rural resumido e adaptado pelo blogueiro

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Agronegócio brasileiro corresponde por 37% dos empregos, afirma Riedel



O agronegócio tem extrema relevância para a economia do Brasil. Ele é responsável pela geração de 37% dos empregos no País e movimenta bilhões todos os anos com as exportações. A afirmação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul - FAMASUL, Eduardo Riedel, durante sua palestra Perspectivas do Agronegócio Nacional e Mundial, parte da programação do 1° Encontro do Agronegócio de Alcinópolis, na manhã deste sábado passado (13/07).

Segundo a FAMASUL, há um ano o agronegócio chegou a responder por 80% das exportações dos produtos sul-mato-grossenses e cresce em torno de 21% ao ano. No último levantamento a agricultura e a pecuária do Estado foram responsáveis por 16,6% das riquezas produzidas em Mato Grosso do Sul.

Com pouco mais de cinco mil habitantes, Alcinópolis, ao norte do Estado tem como sua base econômica a pecuária. Entretanto, a inserção de novas culturas, em especial da agricultura e a utilização de novas tecnologias no cotidiano do produtor rural da região motivaram a realização do Encontro do Agronegócio, organizado pela Prefeitura Municipal e Sindicato Rural, com apoio do Sistema FAMASUL, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e entidades relacionadas ao setor rural.

Durante sua apresentação, Riedel destacou a importância da utilização de novas tecnologias e caracterizou a ação como aliada para o desenvolvimento da agropecuária, enfatizando o impacto no desenvolvimento econômico gerado pela atualização frequente.

“Antes o povo brasileiro tinha que exportar alimentos. hoje, graças às novas tecnologias isso mudou. Se fizermos um comparativo entre o ano de 1977 e 2012, houve aumento de 35% na área de produção do Brasil e hoje nosso mercado consumidor é forte e exportamos muito, ou seja, ganhamos espaço”, ressaltou o presidente da Federação.

Para o prefeito de Alcinópolis, Ildomar Carneiro Fernandes, o apoio das entidades representativas do agronegócio, incentiva os produtores a buscarem maior conhecimento e investir mais no crescimento do setor na região. “Parcerias como a da Famasul, Senar e outras entidades fazem a diferença. Por meio destes apoiadores que vamos aproximar os produtores das tecnologias e contamos com estes parceiros para nos orientar e mostrar qual caminho seguir para melhorar a nossa produtividade e inserir novas culturas”, afirma o prefeito que mencionou o objetivo de incentivar o crescimento da psicultura e da atividade agrosilvopastoril na região.

O superintendente da Indústria e Comércio de Mato Grosso do Sul, Ademar da Silva Júnior também participou do evento e ministrou a palestra “Potencial Agroindustrial da região de Alcinópolis – Uma oportunidade”. Durante a palestra Silva Júnior exaltou a importância da diversificação do setor agropecuário e a expansão agroeconômica de Alcinópolis. “A região norte de Mato Grosso do Sul é a bola da vez na economia. Ela está no caminho do desenvolvimento e do progresso, mas a diversificação do setor é fundamental em qualquer região”, avaliou.

Fonte:FAMASUL adaptado e resumido pelo blogueiro

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Junho fecha com moagem de 12,4 mi de toneladas de cana-de-açúcar no MS



Mato Grosso do Sul fechou a segunda quinzena de junho com a moagem de 12,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no acumulado da safra 2013/2014, segundo dados da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado (Biosul). O volume é 48,2% maior do que o registrado no mesmo período da safra anterior, quando haviam sido processadas 8,4 milhões de toneladas de matéria-prima. A quantidade de cana moída no Estado até o fim de junho representa cerca de 28,1% do volume total estimado pela Biosul para a safra 2013/2014, que é de 44,1 milhões de toneladas. O mix de produção, ou seja, a quantidade de matéria-prima destinada a fabricação de cada produto pelas usinas, está em 72,05% para o etanol e 27,95% para o açúcar. Com o aumento da moagem, houve incremento também nos volumes de produção das usinas em relação a safra anterior. A fabricação de açúcar aumentou 25,58% frente ao mesmo período do ciclo passado e chegou a 409 mil toneladas. Já o processamento de etanol teve um salto ainda maior, 59,06% e chegou a 647 milhões de litros, dos quais 484 milhões de litros do hidratado e 163 milhões de litros do anidro. Centro-Sul No Centro-Sul, conforme balanço divulgado pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) nesta quarta-feira passada (10), o volume de matéria-prima processado pelas unidades produtoras no acumulado da safra alcançou 180,9 milhões de toneladas e de fabricação de açúcar atingiu 8,9 milhões de toneladas, enquanto que a produção de etanol chegou a 7,6 bilhões de litros.

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Caixa Econômica Federal pretende ampliar a participação em financiamento rural



O financiamento para custeio pode atingir R$ 1 milhão por produtor, que tem até dois anos para pagar.

A Caixa Econômica Federal (CEF) pretende ampliar a participação em financiamento rural nos próximos cinco anos. As informações foram divulgadas pelo Correio Braziliense.

Em todo o país, mil agências do banco já estão atuando no segmento. Na safra com início este mês e término em junho do ano de 2014, serão destinados R$ 3,7 bilhões para custeio da produção agrícola, investimentos em máquinas e equipamentos, aquisições de animais e projetos de infraestrutura rural.

A estratégia da Caixa inclui atendimento aos produtores e às cooperativas. Inicialmente, os empréstimos poderão ser aproveitados por criadores de bovinos, suínos, caprinos e aves, além de plantadores de soja, milho, trigo, café, cana-de-açúcar e laranja. A área florestal também será contemplada.

O financiamento para custeio pode atingir R$ 1 milhão por produtor, que tem até dois anos para pagar. Já os investimentos envolvem um teto de R$ 350 mil, em média, e prazo de 12 anos para quitação do financiamento. As taxas de juros são de 5,5% ao ano. Na Caixa, os recursos poderão ser liberados em até três dias, caso toda a documentação esteja correta.

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