quinta-feira, 25 de julho de 2013

Aplicativos podem facilitar tomada de decisões do produtor



Para obter bons resultados na produção de carne a pasto o produtor precisa saber como investir, sobretudo, no período seco, momento mais crítico para suplementar o gado. Entretanto, tomar certas decisões com presteza e assertividade não é tarefa fácil, ainda mais se isso envolve perdas e ganhos.



Para auxiliar na tomada de decisão do produtor e na avaliação do benefício: custo da suplementação no período da seca, a Embrapa lança o Suplementa Certo, primeiro aplicativo para smartphones e tablets, com sistema operacional Android, desenvolvido com o objetivo de ajudar na escolha de produtos e estratégias pertinentes a nutrição de bovinos de corte.





Fruto da parceria entre a Embrapa Gado de Corte e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a aplicação para avaliação de benefício – custo da suplementação na seca (BCSS) – permite comparar, dentro de um mesmo tipo de suplementação, produtos de diferentes marcas. Além disso, realiza a comparação entre tipos distintos de suplementação. Outra informação disponível no App é o número mínimo de cochos que deve ser disponibilizado ao lote a ser suplementado. Na visão do idealizador e pesquisador da Embrapa, Sérgio Raposo de Medeiros, esse é um diferencial importante do aplicativo.

Ao inserir as informações sobre os produtos e o lote de animais a ser suplementado, o pecuarista terá acesso, após a comparação dos dados, a índices que mostram a margem da suplementação, que corresponde à diferença entre a Receita e o Custo da estratégia e/ou produto analisado; o ganho de peso que recupera o investimento, chamado de ponto de equilíbrio, e o retorno, em reais, para cada real investido. Raposo explica que, seja qual for o critério usado para a escolha, a ferramenta auxilia o produtor a tomar uma decisão mais segura, permitindo a obtenção de resultados superiores.

Com a adoção da tecnologia espera-se impactar a prática da suplementação, principalmente, na margem de escolha e ação do produtor. Portanto, com o uso do aplicativo anseia-se que haja maior controle nas tomadas de decisões.

O software integra as principais metodologias para cálculo do custo-benefício no uso da suplementação animal bovina no período de estiagem. Tudo isso na comodidade de um smartphone, um notepad ou qualquer outro dispositivo móvel que possua o sistema operacional Android. Vale ressaltar, que o seu uso não depende da internet.

A apresentação oficial ocorre no dia 25 de julho, no Hotel Foyer do Royal Palm Plaza, em Campinas-SP, durante a 50ª Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia. O aplicativo estará disponível para download através do Google Play após essa data.

Fonte: Embrapa Gado de Corte, resumido e adaptado pelo blogueiro


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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Diminui ritmo de colheita do milho no MS com o frio.


Com a queda da temperatura e elevação da umidade, agricultores da região sul de Mato Grosso do Sul diminuem ritmo da colheita do milho safrinha. Em cidades como Ponta Porã e Amambai, que chegaram a registrar temperaturas negativas equivalentes a -1°C e -2°C, produtores rurais tiveram de cessar temporariamente a colheita devida a palha molhada do milho, que coloca em risco a mecânica das colheitadeiras.

Em Mato Grosso do Sul até o dia 22 de julho a área colhida alcançou 40,4% na região norte e 27,7% na região sul. A média de área colhida no Estado atualmente é de 28,2%, como aponta o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA), elaborado pela equipe técnica da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS – Sistema Famasul).

“O ritmo de colheita mais acelerado ao norte do Estado se deve ao clima daquela região que não atrapalha e o calendário da safra deverá ser mantido normalmente. Já a região sul apenas diminuirá o ritmo e a queda na temperatura não representará perdas na produção”, avalia o analista de grãos da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Leonardo Carlotto.

A média de produtividade do milho safrinha no Estado, de acordo com a Aprosoja/MS, tem sido de 100 sacas por hectare. Ao norte o município de Costa Rica tem se destacado com produtividade equivalente a média do Estado, já ao sul, apesar da baixa temperatura, Ponta Porã apresentou produtividade maior que a estadual, e os agricultores chegam a colher 110 sacas por hectare.

Segundo dados do Siga foram colhidos 2,4 milhões de toneladas do milho safrinha em MS, que ocupavam a área de 400 mil hectares. A previsão para término da colheita é para primeira quinzena de agosto.

Fonte: Famasul adaptado e resumido pelo blogueiro


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terça-feira, 23 de julho de 2013

Qual a idade e peso que se pode iniciar o confinamento do animal?

Segundo o livro 500 perguntas, 500 respostas, elaborado pela Embrapa Gado de Corte, o mais comum nos confinamentos brasileiros é a terminação confinada ser de curta duração - de 70 a 100 dias - e com peso de abate acima de 16 arrobas para fêmeas. Assim , o peso mínimo dos machos para entrar em confinamento, situa-se entre 350 kg e 400 kg, e idade entre 24 e 30 meses. Todavia, no sistema mais intensivo (superprecoce) os animais são confinados logo após o desmame e abatidos com cerca de 12 meses.


Com relação ao peso de abate ideal, do ponto de vista de eficiência alimentar, deve-se abater os animais com grau de terminação exigido pelos frigoríficos, o que varia em função do tamanho do animal. Para machos de tamanho médio, os 3 mm de espessura de gordura subcutânea mínimos exigidos, são obtidos com o peso próximo a 16 arrobas. Para animais de tamanho diferente, deve-se observar se estão com condição corporal média (usualmente referido como animal meia-carne). Animais de menor porte terminão com peso menor que 16 arrobas e animais de grande porte com maior peso.


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Primeiro semestre:Exportações de carne bovina



Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações de carne bovina, considerando in natura, industrializada e salgada, somaram 807,9 mil toneladas equivalente carcaça (tec).

Este volume é 20,7% maior que no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 669,6 mil tec.

Até junho a receita com as exportações de carne foi de US$2,69 bilhões, 14,8% mais que no mesmo período de 2012, quando foram exportados US$2,34 bilhões em carne bovina.

O preço médio no primeiro semestre foi de US$3,32 mil por tec, recuo de 4,9%, frente ao mesmo intervalo no último ano.

Fonte: Scot Consultoria

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ligeira alta de preço do farelo de soja em julho



Depois de dois meses de alta, os preços do farelo de soja ficaram praticamente estáveis em julho. Houve ligeiro aumento de 0,1% em relação ao mês anterior. Segundo o levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do alimento está cotada, em média, em R$1.093,33, sem o frete, em São Paulo.

O pecuarista está pagando 17% menos pelo insumo em relação ao mesmo período de 2012. Em curto prazo, a expectativa é de que os preços do farelo de soja se mantenham firmes, a exemplo das cotações da soja grão. A pressão diminuirá com a colheita do grão nos Estados Unidos, a partir de agosto.




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domingo, 21 de julho de 2013

testado em cargas de carne no Porto de Paranaguá o lacre eletrônico



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está testando o uso de lacre eletrônico em cargas de carnes para exportação no Porto de Paranaguá. O dispositivo, exclusivo para os contêineres refrigerados, promete reduzir a burocracia, agilizar a liberação das mercadorias e dar mais segurança ao produto exportado pelo terminal paranaense.

De acordo com o diretor empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese, de janeiro a junho, o Porto de Paranaguá exportou quase 556,5 mil toneladas de carne. Essa movimentação gerou uma receita cambial de quase US$ 1,25 bilhão.

“Nossa principal carne de exportação é a carne de frango. Nesse segmento, somos o segundo porto do País. Investindo e estando abertos às iniciativas de modernização – sejam do governo federal ou da iniciativa privada – temos condição de atrair ainda mais cargas e clientes e, com isso, melhorar a economia de todo o Estado”, diz Fregonese.

ETAPAS - O lacre foi apresentado essa semana aos representantes das empresas do ramo que atuam no Porto de Paranaguá. De acordo com o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, a implantação do lacre, em caráter experimental, é para já. “O processo começa já na origem da carga, onde o contêiner é lacrado com um chip identi¬ficador. Um funcionário da empresa cadastra informações sobre a carga no Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e, assim, a mercadoria já chega no Porto de Paranaguá com todo o processo burocrático realizado”, explica Daniel.

Segundo ele, o dispositivo permitirá que a carga seja rastreada. “Isso garante mais segurança, autenticidade e a integridade da carga”, completa. O projeto do Ministério, em fase de teste também nos portos de Santos (SP) e Navegantes (SC), é chamado de Canal Azul.

EMPRESAS – Uma das empresas que exportam carne pelo Porto de Paranaguá, e habilitada para utilizar o lacre nessa primeira etapa, é a Martini Meat. Segundo o gerente comercial Marcelo Ostrowski, atualmente existe certa burocracia que impede maior agilidade nos processos protocolados via papel. “Foi demonstrado nessa primeira reunião que de uma média superior a 48 horas para liberação de documentos nos portos, esse prazo poderia ser reduzido para pouco mais de duas horas, aliando a verificação da integridade física do lacre e da carga, também com a evolução do processo documental”, comenta.
Ainda de acordo com o gerente, além de acelerar o processo de exportação, a nova tecnologia pode diminuir os tempos logísticos, os custos (armazenagem, transporte) e até incentivar outras empresas a exportarem pelo Porto de Paranaguá. “A diminuição de custos e o consequente incremento da margem e do resultado pode, inclusive, aumentar a movimentação de congelados pelos portos brasileiros, em especial, Paranaguá”, afirma Ostrowski.